Guias de Viagem e Arte

 
 
jun 09 2015

Museu pequena jóia em New York – Frick Collection




Era uma vez um senhor que gostava muito de arte européia, que teve a bondade de abrir sua coleção ao grande público, e mais do que isso, sua própria residência se converteu na sede da sua coleção. Esta é a versão curtíssima da feliz história da Frick Collection, um museu pequena jóia no Upper East Side, na milha dos Museus.

Na verdade apenas uma parte da mansão do magnata do aço está aberta à visitação, porque estamos falando de uma “casinha” com 16 quartos \o/ construída entre 1913 e 1914 localizada no coração da 5a. Avenida e de frente para o Central Park. O Sr. Frick faleceu em 1919 e sua esposa em 1931, quando se realizaram alguams mudanças na mansão para receber visitantes, o que aconteceu a partir de 1935.
Museu de New York - Frick Collection
Museu de New York - Frick Collection

O que você não pode perder na Frick Collection

A casa em si já é show de bola, agora acrescente um Velázquez, Fragonard, Rembrandt entre outros. Eu não deixaria passar batido as seguintes obras:

Tente começar pelo Conference Room, normalmente eles colocam um pequeno documentário, onde explicam sobre o nascimento da coleção e seu dono.

West Gallery (Sala 181), esta sala sempre foi uma galeria de arte mesmo na época de Henry Frick, a maioria das obras sempre estiveram aqui, por lá confira:

– Rei Filipe IV de Espanha (“King Philip IV of Spain”), de Velázquez. Ele pintou tão poucas obras, que estar diante de um de seus quadros é sempre um acontecimento. Foi uma das obras mais caras adquiridas por Henry Frick. (sempre vou colocar em parênteses o número da obra no app – 225).
Museu de New York - Frick Collection Museu de New York - Frick Collection
– Criada e Senhora (“Mistress and Maid”), de Vermeer, o rei das pinturas intimistas e de cenas do cotidiano, também o rei dos detalhes. Imagine que a gente conhece muito da sociedade daquela época graças a obras como esta (app – 223).

– Nicolaes Ruts, de Rembrandt, foi sua primeira encomenda de retrato, só por isso é mega importante já que ele vai viver basicamente destas encomendas e vai revolucionar os retratos em grupo (app – 194).
Museu de New York - Frick Collection Frick Collection - Museu New York
– Autorretrato (“Self-Portrait”), de Rembrandt, quem curte o artista sabe que ele amava um selfie. Na minha opinião até hoje nenhum artista enfrentou este tema como ele (app – 221).

– A escolha entre a virtude e o vício (“The Choice Between Virtue and Vice”), de Veronese, na verdade verá duas pinturas uma de cada lado da porta. Ele usava a cor como ninguém, este é seu aspecto que mais me chama atenção (app. 198).

– A Deposição (“The Deposition”), de Gerard David, muito legal porque já usa uma técnica que ainda não havia chegado ao sul de Europa, o óleo, que vai ser super importante para que o renascimento fosse o que foi (app. 211).

– “Frans Snyders”, de Van Dyck, na verdade são duas pinturas entre um Turner, mostram um casal (app. 184).

– Retrato de um homem anciano (“Portrait of an Elderly Man”), de Frans Hals, a maioria destes pintores, tirando Gerad David, viveram uma mesma época, é interessante perceber as diferenças de um estilo em razão das crenças, do local e das tradições, porque tirando Gerard, todos eram pintores barrocos (app. 217).

Sala 201
A menor sala do museu, originalmente foi o escritório de Henry Frick, mas em 1917 se transformou em galeria para receber uma das grandes coleções de Limoges no mundo, que é este tipo de cerâmica do século 15/16 produzido em Limoges (França).

Library
“Sarah, Lady Innes”, de Gainsborough, já estamos no século 18, e no neoclassicismo ocorre uma retomada dos clássicos greco-romanos, tempo de acabados perfeitos, onde quase não se nota o gesto do artista (app. 144), curti este quadro, mas me apixonei pelo que está do lado esquerdo do mesmo artista – “Mrs. Hatchett”.

– “George Washington”, de Gilbert Stuart, o retrato famoso e mega reproduzido do presidente, e tem mais uma curiosidade, é um dos dois artistas americanos presentes na Frick Collection (app. 156).
Museu de New York - Frick Collection Museu de New York - Frick Collection
– “Elizabeth, Lady Taylor”, de Joshua Reynolds, dois lindos retratos, bem, o cara foi um grandes retratistas ingleses do século 18! (app. 148)

Living Hall (Sala 122)
– São Jerônimo (“St. Jerome”) de El Greco, está dentro de uma moldura totalmente rococó, cheia de curvinhas e detalhes, too much! Apesar de ter a cara alongada é um dos Grecos menos distorcidos que eu já vi. Esta tonalidade de vermelho é Greco total, guarde em sua memória 😉

Curiosidade: São Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim.
Museu de New York - Frick Collection Frick Collection - Museu New York
Dá uma olhada também nos retratos de Hans Holbein Younger, para perceber a diferença de um pintor do começo do Renascimento com aquels você viu do barroco e do neoclassicismo.

Sala 102 – Fragonard Room
Quando a família se mudou para esta casa em 1914 esta era a Sala do Retiro, já que era para cá que vinham as mulheres após o jantar, e por isso sua decoração foi custodiada por Adelaide Frick. Na minha opinião é uma das mais lindas das casas-museu que já visitei, e foi aqui que passei mais tempo durante a visita depois da Galeria Room. Sem contar que tudo combina com tudo, a sala encaixa à perfeição com as telas tranquilas e deliciosas de Fragonard, que “vivem” aqui desde 1916 (ver também app. 105).

North Hall, para ver uma obra que passei batido, acho que esqueci desta sala buaaaaaaa, mas pelo amor de Deus, não faça esta besteira como eu!
Museu de New York - Frick Collection Museu de New York - Frick Collection
– Condessa d´Haussonville (“Comtesse d¨Haussonville”), de Ingres. Tem como não se apaixonar por essa nuca refletida no espelho, e por este olhar que nos lança a retratada?! Mais um exemplo do neoclassicismo.

Sala 72 – Dining Room
A sala de jantar onde domina uma tela de Gainsborough (app. 84), no audioguia contam que Henry Frick costumava oferecer jantares aqui 2 vezes por semana, de outubro a maio e para umas 26 pessoas.

Sala 61 – Boucher Room
Este costumava ser o quarto para se arrumar da Sra. Frick e estava no andar de cima, após sua morte seus quadros e móveis foram transferidos para esta sala mas mantém praticamente a mesma aparência. O nome da sala vem das telas do pintor Boucher. Todos os móveis são do século 18.

Sala 14 – South Hall
Aqui há outro Vermeer, ainda mais legal que o anterior – “Officer and Laughing Girl” (Oficial e moça sorridente). Outro dos grandes, do qual conhecemos umas 40 pinturas, então duas já são 5% de toda sua obra \o/

Nesta sala repare na pintura doce de outro artista – Whistler – “Symphony in Flesh Color and Pink: Portrait of Mrs. Frances Leyland”. O engraçado é que o artista sempre considerou este retrato como uma obra inacabada.

É claro não deixe de passar pelo jardim interno, que funciona como um distribuidor, e é o único lugar onde estão permitidas as fotografias.
Museu de New York - Frick Collection

Dicas para visitar a Frick Collection

Como chegar
O metrô mais próximo é o 68 St – Hunter College, por onde passam as Linhas 4 e 6. Uma caminhada gostosa desde 59St., já que fica na 70St.

End.: 1 East 70th Street, New York, NY 10021
Museu de New York - Frick Collection
Quando ir
Abre de terça a sábado das 10:00 às 18:00 horas, e nos domingos das 11:00 às 17:00 horas.

Quanto custa
A entrada custa U$ 20,00, maiores de 65 anos pagam U$ 15,00, estudantes com identificação, U$ 10,00.

Importante: não está permitida a entrada de menores de 10 anos mesmo acompanhados por um adulto.
Frick Collection
Assista o vlog onde aparece o museu e a fila do domingo.

O preço inclui audioguia oferecido nos seguintes idiomas: inglês, francês, alemão, italiano, japonês e espanhol. Mas o legal mesmo é colocar o app. do museu no teu smartphone! Eu baixei no próprio museu que oferece wi-fi gratuito, e na lojinha me deixaram uns fones descartáveis de ouvido, já que esqueci os meus 🙁
Museu de New York - Frick Collection
Site: http://www.frick.org/

Combina com passeio pelo Central Park, e umas comidinhas no Plaza Food Hall. Nem pense em ir em outro museu neste dia só porque há vários outros próximos, como o MET, o Guggenheim ou a Neue Galerie. Sinceramente, com arte tanta quantidade sempre acaba em mente vazia e nada mais!

Veja também nossas dicas de onde comer nesta região.

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imagens: turomaquia_2015 | site oficial do museu | fotos da obra retiradas do app. do museu

2 Comentários

  1. Helo

    que lindo, Pat! adoro esses museus menores. pelas fotos, parece com a wallace collection aqui em londres (um lugar q eu gostaria de ir com vc!!!)

    responder
    • Patricia de Camargo

      Helô, e eu quero ir contigo!

      responder

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  • Eu com meu anjo favorito de Montserrat, só prá te avisar que tem post no blog com o passo a passo para ir a este lugar mágico a 50 km de BARCELONA 🏞
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  • Desaparecida estou. Porque uma doencinha chata veio na bagagem da última viagem. E a idiota insiste em me manter fora de jogo 🤕🤒
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  • Com meu amigo do coração. No melhor estilo "par de vasos" #amo #u2thejoshuatree2017 #estadioolimpico #barcelona #espanha #beautifulday #u2
  • O singelo e absurdamente emocionante Palau de la Música Catalana. Para aquela lista: visitar antes de morrer. 
Visitei em 2002 antes das reformas e foi fantástico retornar!

Visita guiada = 18€ com direito a escutar ao órgão. Daquelas coisas que não tem preço 😊
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  • Parte de um dos tetos do Museu-Teatro Dalí. "Simplinho", né!? 😉
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  • A espetacularidade de um museu chamado ... Dalí .
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