Igreja de São Domingos: a beleza da brutalidade da natureza
É só andar pela cidade, para encontrar edifícios que testemunham a violência dos terremotos de 1755. A cidade renasceu graças ao Marquês de Pombal. Por uma circunstância filosófica e estética, muitos dos monumentos não foram totalmente reconstruídos. Era a época do Romantismo, onde tudo era dramático e levado ao extremo. Os românticos acreditavam que as ruínas de monumentos deveriam ser conservadas tal e qual, sem intervenções. E são estas ruínas que nos ofecem testemunhos desta brutalidade da natureza, que em alguns casos e com os passar dos anos criou lugares poéticos como o Convento do Carmo ou o claustro da Catedral da Sé.
Foto de ¡Hola! Portugal
Outra igreja assolada por este terremoto foi São Domingos. Nela se celebravam os atos de fé da Inquisição, daqui saiam os condenados à fogueira, e também foi o lugar de celebração de casamentos e batizados reais. Ela resistiu ao tremor de 1755 e ao incêndio de 1959, mas as marcas de ambos estão em suas paredes.

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É impressionante entrar nesta igreja de interior avermelhado e ver esta cor enegrecida das paredes devido à fumaça do incêndio ou colunas que lhes faltam pedaços em razão do tremor. Não pude tirar fotos, porque era hora de missa, mas garanto que vale a visita.
Para chegar até ela? Fica no Largo de São Domingos, bem do ladinho da Praça D. Pedro IV.

A Igreja fica no ponto “A”
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