Convento de Santa Catalina – uma grande cidade dentro de outra!
Esqueça tudo que você já viu em termos de convento. Reserve ao menos 1 hora e meia e adentre em um mundo à parte em Arequipa. Uma outra cidade dentro da cidade. Não é modo de falar não, o lugar é realmente grande. Mas a idéia de cidade não vem dada apenas pelos seus 20.426 m2, ou pelo fato de ter 6 ruas com nome e tudo. O Convento de Santa Catalina era nos idos do século 16 uma cidade no sentido de infra-estrutura e de auto-subsistência. Chegou a ter quase 500 moradoras, entre freiras e empregadas.


Caminhando pelas ruas que levam o nome de ciudades espanholas, vamos vendo uma sucessão de casas. Em cada uma delas viviam de 1 a 3 freiras e suas serviçais. Em um dado momento, as casas chegaram a constituir um negócio para as famílias, que chegavam a vendê-las após o falecimento de uma moradora.


O início da construção do convento data de 1579, e sua inauguração em 1580. A primeira moradora e chefona do lugar foi a Sra. María de Guzmán, viúva e sem filhos, e o mais importante, podre de rica. Normalmente, as meninas entravam no convento com 12 anos, e só abandonavam mortas. Ou nem mortas, já que o complexo também tem cemitério! Conversavam com seus familiares através de grades de madeiras. Enfim, não se pode dizer apesar das comodidades do convento, que era uma vida fácil.


Dada a juventude, dizem que muitas freiras faziam festas, que convidavam uma a casa da outra para tomar chá, comer uns quitutes. Que queriam ter a casa mais bonita e tal. Até que a festa acabou, mandaram fechar as cozinhas que muitas casas possuíam, e todas tiveram que se contentar em comer na cozinha comunitária.


No local viveu Ana de Los Angéles Monteagudo, que foi madre superior . A ela se atribuem muitos milagres, tanto que foi beatificada em 1985 pelo Papa João Paulo II. Muita gente visita o convento para ir até seu quarto e realizar pedidos ou agradecer. O convento se abriu ao público em 1970. As freiras que ainda residem no local ocupam um edificio de nova construção.


A entrada custa 35 nuevos soles (R$ 19,93). Você pode visitar de forma independente. Se quiser ir sem guia, aconselho que entre no site e imprima as informações para a visita ser mais atraente. Na entrada pode contratar o serviço de uma guia. O Jorge tinha me avisado que devia pagar 15 nuevos soles, e foi o que paguei. Mas na saída ela queria me cobrar 20. Por isso, acerte o preço antes de mais nada. A pesar deste inconveniente, a visita guiada foi muito interesante! Recomendo!

O convento abre nos seguintes horários:
Segunda, quarta, sexta, sábado e domingo das 08:00 às 17:00 horas
Terca e quinta, das 08:00 às 20:00 horas
Dentro funciona uma lanchonete “El Café del Monasterio”. Servem desde cafés, sanduíches a massas, baked potatoes, crepes e saladas. Uma lojinha vende o famoso “jabón de perejil” (sabonete de salsinha) feito pelos freiras. Dizem que é ótimo para peles mais sensíveis. É bem famoso entre os peruanos.

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Aaaah, é o tipo de passeio que eu adoro! Gostei demais do relato! As fotos estão com um brilho único! Lindo! Beijão!
Brigaduuu, vc ñ imagina como fico feliz com teu elogio! Realmente pensei que era um lugar que tinha tua cara! E ainda tem mais coisa de Arequipa pela frente.
beijos