Há várias formas para chegar a Machu Picchu. A maneira mais clássica é o trem. A Peru Rail oferece vários tipos de trens e horários. A grande maioria dos visitantes opta pelo Vistadome. Mas a companhia oferece outras opções: o Expedition, o Auto Vagón e o Hiram Bingham.

O Expedition é o mais simples, mas nem por isso não é um trem charmoso. Os bancos são de tecido, e o lanche servido não é tão substancial como nos demais trens. As janelas são panorâmicas. Sai de Cusco e de Ollantaytambo.



O Vistadome oferece bancos de couro e o brunch servido na ida inclui aperitivos quentes, salada de frutas, doce e bebida quente. Some a isto, o charme do guardanapo de pano, talheres de verdade, nada de plástico. Tudo servido sobre pequenas toalhas de tecido típico andino. As janelas são panorâmicas. Sai de Cusco e de Ollantaytambo.





O Auto Vagón oferece o mesmo lanche do Vistadome, mas as mesas são estilo avião, e não tão espaçosas como no anterior. Servem um brunch na ida. Os bancos são de couro. A lateral do trem é praticamente um grande janelão, mas não oferece as aberturas superiores como o Expedition e o Vistadome. Mas sem dúvida a visão lateral é privilegiada. O grande diferencial do AutoVagon é ser o único que sai de Urubamba. A estação encontra-se dentro do Hotel Tambo Inka. Este trem também sai da estação de Ollantaytambo.



O Hiram Bingham é mais do que um trem que vai te conduzir à Machu Picchu, é uma experiência por si só, e que leva a marca “Orient Express”. Além do percurso no trem de luxo que conta com os seguintes vagões: panorâmico, bar, de poltronas e restaurante. O serviço inclui um brunch na ida e jantar na volta. Subida em ônibus próprio da estaçao de trens até a entrada do recinto. Visita guiada e chá da tarde no único hotel que fica realmente ao lado da cidade inca, o Machu Picchu Sanctuary Lodge. O trem sai apenas de Cusco, e não opera aos domingos.



Dicas gerais dos trens: alguns horários são mais baratos do que outros. Muita gente apenas passa o dia e retorna a Cusco, assim sendo os trens que saem mais cedo e retornam mais tarde são normalmente os mais caros. A simples regra da oferta x demanda.
Entre janeiro e mediados de abril são realizadas obras de manutenção na via férrea. O que impossibilita que os trens saíam da Estação de Poroy. Peru Rail coloca um serviço de ônibus de Cusco até Ollantaytambo que está incluído no preço. Mas esta ida super cedo de ônibus é meio chatinha, recomendo para quem viaje nestas épocas dormir a noite anterior no Valle Sagrado. Além do bilhete sair um pouco mais barato, você economiza tempo. Caso não encontre um hotel em Ollantaytambo, vários hotéis do vale oferecem traslado à estação de trens pela manhã.

Também dá para caminhar até lá. Neste quesito também há múltiplas possibilidades, desde a caminhada clássica de 4 dias, que sai de Cusco (U$ 385 a U$ 580), até a que sai diretamente do vale, e que dura 1/2 dias (U$ 270 a U$770). Como o governo controla o número de pessoas nos trekkings, esta é uma opção que deve ser reservada com certa antecedência, principalmente nos períodos de férias.

A outra possibilidade, é caminhar pela Trilha de Salkantay. Veja a diferença entre as duas (via http://www.machupicchu.com.br):

Leia os posts que a Malu escreveu sobre sua experiência nesta trilha, clicando aqui.

Todos os trens e o trekking de Salkantay chegam a Aguas Calientes. Dá para subir caminhando até o recinto arqueológico, mas é uma bela caminhada dentro da selva em uma trilha empinada. O mais cômodo e rápido, é pegar o ônibus que sai quase em frente da estação de trens e que te deixa na entrada de Machu Picchu.

Cruze o rio e passe pela bilheteria, antes de entrar na fila. Cada trajeto custa U$8,00, se vai descer também de ônibus, aproveite e compre a ida-e-volta por U$ 15,50. A frequência é de 15 a 20 minutos.

Existem rotas alternativas de ônibus/trekking desde Cusco, mas que demandam bastante tempo de viagem, entre 20 e 48 horas. Isso mesmo, só para chegar a Águas Calientes. Para ler um relato em inglês, clique aqui.

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Para quem vai em Cusco participar do tour do Vale Sagrado e do City-tour não tem outro jeito, é obrigatória a compra do Boleto Turístico. A maioria dos atrativos que integram este boleto não vendem suas entradas por separado, ou seja, não é possível comprar os bilhetes de forma individual.
Atrativos que formam parte do Boleto
Depende do boleto. O “general” permite a entrada em 16 sítios arqueológicos e museus durante 10 dias, a contar da data da expedição. Mas caso opte em comprar os circuitos, cada um dos 3 oferece a entrada a determinados atrativos. Mas caso esteja pensando em fazer o vale e o city-tour, terá que adquirir a entrada geral. Porque nenhum dos circuitos contempla todos os atrativos dos 2 tours que eu chamaria de basicão de Cusco.

Quanto custa
Para estrangeiros, o boleto geral custa S./130 (R$ 83,34), para estudantes S./70 (R$ 44,87). Cada circuito sai por S./70.
Onde se compra
Na teoria dá para comprar em cada um dos atrativos. Acontece que se você chegar no lugar e eles já não tiverem o ticket para vender, pode ficar a ver navios! Ou pagar S./70 para entrar em apenas um recinto. O melhor é ser precavido e comprá-lo em Cusco, nos seguintes lugares:
Galerias Turísticas – Avenida El Sol, junto ao Banco de Crédito. De segunda a sábado das 08:00 às 18:00 horas. Domingos e feriados das 08:00 às 13:00 horas.
Nas Oficinas Administrativas – Calle Yuracpunku, 79-A. De segunda a sexta-feira das 08:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00 horas.
Também pode comprá-lo em Cusco – no Museu de Arte popular, em Qoricancha, Centro Qosqo de Arte nativa, em Pachacuteq, no Museu Histórico Regional e no Museu Municipal de Arte Contemporânea.
Tive que pagar em efetivo, porque não aceitavam cartão de crédito. Depois disso, só não esqueça o dito cujo no quarto do hotel, quando sair para os tours
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No dia do tour do Vale Sagrado chegamos a Ollantaytambo por volta das 3 da tarde. Quando desci do ônibus e olhei para cima não podia acreditar naquele lugar. Depois descobri que é um dos maiores complexos arqueológicos peruanos, com uma área aproximada de uns 600 hectares. Abriga monumentos para todos os gostos: religiosos, civis e astronômicos.

Suba, faça o esforço. É fácil? Fácil, fácil, não é. Mas para entender um pouco deste recinto é necessário. É desde lá do alto que você verá o outro lado do vale, sentirá o vento e seu som forte e decidido. Terá a impressionante visão da figura esculpida na rocha de Wiracochan ou Tunupa. O discípulo de Wiracocha, a grande divindade inca.


É louco e de arrepiar. Um perfil esculpido a uns 140 metros de altura. Os arqueológos encontraram vestígios que levam a pensar que os escultores estavam pendurados por cordas para realizar seu trabalho!? Tudo isto já é bastante forte, agora imagine acrescentar que no solstício de inverno (21/06) o sol sai pela cara deste senhor?!


Ollantaytambo também oferece a oportunidade de ver a pedra polida, os encaixes sem argamassa realizados pelos incas. Agora andar pelos seus terraços é materializar esta sensação que muitas vezes esquecemos: que somos tããão pequenos.


Lugar cerimonial de vital importância e um dos maiores depósitos de alimentos daquela época. Os espanhóis alucinaram quando chegaram em Ollaytambo. Não só pelas construções. Mas porque era o lugar perfeito dada diferentes circunstâncias para guardar alimentos. Que em muitos casos aguentavam até 4 anos! Dentro da filosofia inca “ Hoy por ti, mañana por mí”, os depósitos eram uma peça-chave para suportar eventuais guerras e as intempéries da natureza.

Sai apaixonada pela cidade. Na volta ao ônibus, todo mundo quieto. Na cara aquele meio sorriso. Parece que não fui a única que cai de amores pelo lugar, aquilo era uma verdadeira epidemia de paixão
Site: http://www.ollantaytambo.org/es/index.php