Bailarina reproduz obras de Degas
Dê o play e desfrute da trilha sonora perfeita para sua leitura 😉
Os impressionistas estavam fascinados pelo movimento, algo tão característico da modernidade. Daí que temáticas como os trens, as massas de pessoas nas grandes cidades e os cavalos nas hípicas apareçam constantemente em suas obras. Mas Degas (1834-1917) além de todos estes temas, tinha uma obsessão especial pelo mundo da balé.
Realizou centenas de aquarelas, gravuras, desenhos, pastéis e esculturas que mostram os ensaios, as aulas intermináveis, os teatros e as protagonistas, aquelas meninas que viviam uma vida de muitos sacrifícios e que em sua maioria vinham de famílias pobres.
Acho que ele lhes devolveu a dignidade que muitas vezes lhes era tirada, tal qual fez Velázquez com sua série de anões. Porque o ambiente que estavam imersas estas meninas não era o melhor, inclusive com cenas de prostituição de menores entre bastidores.
Mas com a devida distância, nosso olhar é de ternura. Degas trabalha com cores pastéis, dá ainda mais leveza aos passos, capta cenas íntimas que delatam esgotamento físico. Sob esta perspectiva, Misty Copeland dentro de um projeto lindo, o NYC Dance, reproduz conjuntamente com Ken Browar e Deborah Ory, algumas dessas obras do artista impressionista.
Misty Copeland é a primeira bailarina negra a ganhar o posto de principal no American Ballet Theatre. No seu livro “Life in Motion (English Edition)
”, ela se refere a si mesma como a “bailarina improvável”, sua história é inspiradora! (Assista o segundo vídeo!). No trailer do filme que conta sua trajetória, Misty explica sua paixão: “No ballet encontrei a minha voz”.
O resultado é uma releitura de obras criadas entre o final do século 19 e comecinho do século 20, que apareceram na Revista Bazaar de fevereiro deste ano (2016).
Não deixe de visitar o site dos artistas Ken Browar e Deborah Ory, as fotos são incríveis! Também vale a pena ler a entrevista de Misty Copeland na Bazaar, clicando aqui.
Imagens: Harpers Bazaar e NYCDance Project