Guias de Viagem e Arte

 
 
abr 23 2016

Visitando Doi Suthep ou Uma Espécie de Ode a 3 Amigos

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Aqui pensando, removendo ideias, entra na minha cabeça um clássico do Fábio Jr.. Aquele que começa com felicidade, não tô de brincadeira, é real. E sim, não posso ser mais brega kkkkk

Mas sabe o que acontece? Sempre que estou com 3 pessoas em particular, estou feliz. Não lembro de conseguir estar mais de 5 minutos brava com o mundo quando me encontro com a Lu, a Ludmy e o Átila. São destes seres que você pensa que nasceram prá te fazer FELIZ (meu momento sou o umbigo do mundo, quem nunca?!!).

E que tem a ver isto com o título deste post? Calma, tranquilidade 😉 é que no dia que subi a um dos templos mais famosos de Chiang Mai, o Doi Suthep, eu estava com eles. O que significa que seria difícil que eu não amasse este dia com todas minhas entranhas kkkk

Se é certo que a Tailândia já não é estupidamente barata, você não pode negar que pagar, 135 bahts por um passeio de 30 km ida e volta com uma espera no estacionamento do templo de 2 horas, não seja uma pechincha?!

Transporte para 4 pessoas desde a “old city” até Doi Suthep ida e volta + 2 horas de espera no complexo = 500 bahts, e demos mais 40 bahts de gorjeta, pela amabilidade do senhor.

A ida naquele tuk-tuk enorme já foi uma diversão, com a Átila e o Ludmy narrando suas vicissitudes e descobertas pelo Sudeste Asiático, enquanto a Lud tentava acabar seu enorme sanduíche de café da manhã entre curvas e solavancos.
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O templo construído em 1386 fica em uma colina, a uns 1.070 metros de altura. O dia ensolarado, com céu de brigadeiro impôs a razão, por que digo isso, resolvemos pagar 20bahts pelo elevador que nos levou até o topo, para depois descer com nossas próprias perninhas.

A entrada para o templo custou míseros 30 bahts (R$ 3,00!) e quando você lê templo na verdade entenda complexo com vários edifícios, e entre eles um chedi banhado em pão de ouro \o/

E por que o rei resolveu construir este templo ali, longe da cidade? A lenda reza que o Rei não sabia onde enterrar as relíquias de Buda. Na dúvida, subiu em um elefante branco para ver onde o tal do elefante lhe levava. E não é que o dito subiu toda esta colina, quando chegou lá deu 3 voltas ao redor do lugar e morreu ajoelhado, daí não teve jeito, o lugar de construção do lindo Doi Suthep estava marcado!

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Quando sai do elevador me senti meio desnorteada, igualzinho quando chego a um museu enorme pela primeira vez. Imobilizada, não sabia por onde ir, se fotografava, se enxugava a baba, mas rapidamente umas crianças correram quase entre minhas pernas, voltei a respirar pausadamente e me deixei levar por meus 3 amigos.

Senti que todo mundo estava na mesma vibe, um passo prá frente, dois prá trás, pela esquerda, pela direita, tanto ouro, tantas mensagens em forma de esculturas, relevos, pinturas em um zilhão de cores, sem contar a profusão de vermelhos, dourados e roxos. Enfim, era muita informação para a massa cinzenta, que entrou em choque!
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Havia muita gente, o dia estava esplêndido, e este é um lugar sagrado para os tailandeses. Mas eu sou daquelas que não se incomodam com as pessoas, o que na verdade é ruim é a falta de cidadania em qualquer circunstância.

Além dos templos, também seduzem as vistas e a alegria, os tailandeses (como já comentei) tem outra relação com a religião, muito mais real na minha opinião, sem silêncios impostos mas realmente vividos, com momentos registrados não só pelas selfies em si, mas sobretudo pelo orgulho de estarem frente a frente com monges falecidos mas que estão ali na sua frente em carne e osso, graças a incríveis técnicas de embalsamento, acho que não seria bem este o nome, mas é o que me vem à cabeça. A primeira vez que entrei num templo e vi o monge, literalmente empalhado, juro que no princípio pensei que ele estava vivinho da Silva. Assusta à primeira vista, mas depois apenas impõe respeito, não medo.
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Lá em cima tomamos sorvetes, rimos, tiramos fotos dos edifícios, dos detalhes, da gente, de nós mesmos, no desespero por eternizar, tentando marcar aquelas horas de plena alegria. Porque o começo deste post não foi apenas uma introdução engraçadinha, mas um reflexo de como estas pessoas são importantes na minha vida.

Entrada ao templo = 30 bahts
Elevador ao complexo = 20 bahts
Garrafinha de água = 10 bahts
O sorvete? Não anotei 🙁

Descemos pelos 309 degraus, parando nem sei quantas vezes, mas como entre amigos d´alma o vazio não incomoda, por momentos nos calamos, por horas nos afastamos uns dos outros, naquele equilíbrio que só o amor verdadeiro é capaz de alcançar dentro de uma quadrilha tão diferente de gente.

Quase nos últimos degraus, nos olhamos e começamos a rir, pensando se nosso condutor de tuk-tuk ainda estaria ali, ou se seríamos capazes de reconhecer o veículo naquela constelação que se deixava ver quando quase nos despedíamos de Doi Suthep.
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Que nada, foi fácil, na volta o silêncio quase imperou, a Tailândia tem este poder de calar até os mais prolixos 😉

Naquela noite, ao encostar a cabeça no travesseiro, me emocionei e agradeci prá quem quer que fosse, pro mundo, prá você meu leitor, e prá este destino louco que de repente joga a gente de um lado pro outro, num princípio sem que a gente entenda nada, mas que ao final te reúne com 3 anjos da guarda!

A Lu Malheiros é editora do blog – “Dividindo a Bagagem“; e o Átila e a Ludmy do “Vou Contigo“.

Alternativas para chegar a Doi Suthep: dá para alugar bicicleta, mas você deve estar muito acostumado para conduzir a magrela naquele mundaréu de tuk-tuks, kombis velhas e veículos de passeio. Também há locais como mostra a placa embaixo em que você pode pegar uma espécie de “lotação” para lá, que cobra por pessoa, mas que apenas sai quando enche!
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fotos: turomaquia_2014

Postado por Patricia de Camargo | Marcadores:

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