Guias de Viagem e Arte

 
 
jun 21 2010

Fotos, museus e memórias perdidas ou É justo não poder fotografar em um museu?

Todo mundo sabe que a fotografia é uma forma de ativar a recordação. Através destas imagens congeladas navegamos pelos momentos que certamente são valiosos, já que foram dignos de fotografar.

proibições em museus

Na hora de contar uma viagem aos amigos e familiares, são os objetos, os lugares, as pessoas presentes nas fotografias que mais despertam histórias e estórias. É natural. Daí que a primeira constação é a óbvia: quem não é visto, não é lembrado!

proibições em museus

Parece que muitos diretores de museus desconhecem esta dinâmica. Simplesmente proibem tirar fotos em suas salas. Assim de fácil. Alegam que o flash das câmeras vai estragar as obras. Mas claro que os jornalistas e convidados especiais possuem um flash diferente, e por isso podem fazer mil e uma fotografias. Fico pensando que o diretor do Museu do Louvre ou do British Museum devem ser inconsequentes!? Por que permitem que se fotografe em “seus” museus?!!! Claro que sem flash, sem tripé, e acessórios afins. Mas sempre tem o perigo daquele ser que não sabe ou não deseja desligar o flash e dispara sua arma letal contra a pobre obra desamparada. O certo é que estas pessoas vão obter imagens esbranquiçadas, feias de doer, e deviam ser convidadas a abandonar a instituição por estúpidas!

proibições em museus

Tirando o exagero de ambas partes, meu e dos museus, voltamos ao ponto que sem uma mísera foto, a experiência no museu não passará a prova dos anos. Ok, alguém pode alegar, que o visitante pode comprar um cartão postal na lojinha do museu. Mas  não é o mesmo comprar uma foto que não se percebe a dimensão da obra por falta de um ser humano na frente, e que não reflete o clima do momento fotografado. Você já passou pela prova de fogo de ver um album com mais de uma dezena destes postais insípidos colados? Um saco! As pessoas lembram que viram a Monalisa ou As Meninas, mas e as outras mil obras do museu!!???? Que nem sequer aparecem em catálogos ou postais?

Museu do Louvre

Já escutei que não permitir fotografar é uma maneira de controlar a imagem do museu. Porque muita gente faz umas fotos horrorosas que quando vistas podem fazer com que outros se desmotivem a visitar a instituição. Bem, neste caso o que se salvaguarda é a imagem inexistente, ou a entendiante imagem projetada por catálogos??? Outra balela!
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Estes diretores super inteligentes preferem que alguns visitantes “roubem” estas imagens. Que neste caso, costumam ser horríveis. Publicando as ditas cujas em seus blogs ou como troféus em reuniões familiares. E você que não sabe burlar as regras, sente-se um idiota porque vê o sujeito fazendo a foto que você queria muito realizar!

Para não perder os rendimentos que alguns alegam como motivo principal de não permitir fotografar. Por que não reproduzir uma boa prática. Alguns museus cobram uma taxa daqueles que desejam realizar fotografias. O pagamento lhe confere uma pulseira, como estas dos resorts all-inclusive e você se sente rei. Vivi esta experiência no excelente Museu Vasarely, em Budapeste.

Museu Vasarely

A última alegação dos contrários às fotos nos museus: É uma forma de levar às pessoas a olhar mais detenidamente para a obra ao invés de apenas fotografá-la. Cada um vive a experiência à sua maneira. Não é através de medidas tontas e limitadoras da liberdade que um museu vai lograr que alguém se interesse mais pela arte. Ai que legal se fosse assim tão fácil. E nem o fato de fotografar, altera a experiência de outros visitantes. No Louvre, a única obra que as câmaras podem te impedir a aproximação é a Monalisa. Mas eu encaro esta questão como um desafio: Aproximar-se desta mulher tão desejada. Desta superstar dos museus-estrela!

Museu do Louvre - Monalisa

É triste que diante de obras que valem milhões e representam histórias universais, aqueles que estão para protegê-las apenas estejam interessados em perseguir aos que tentam fotografá-las. A seguinte conversa escutei no Prado, um segurança falando com outro por rádio na sala dos Goyas:

– Fique atento, está chegando na tua sala uma senhora de cabelo branco num grupo de alemães.
– (imagino que o outro perguntou: Por quê?)
– Ela está tentando tirar fotos, gruda nela!

Santo Deus, achei aquilo tão ridículo. Eu sou do tempo que se podia entrar no Prado e fotografar. Que se podia entrar na Accademia de Firenze e fazer uma foto com o David, de Michelangelo. Agora nada disso pode, e quê??? (Voltou a ser permitido, ebaaaaaa). O que acontece é que as pessoas identificam os museus como locais em que tudo é proibido, e isto só provoca uma rejeição a estas instituições. Ou as visitas relâmpagos, as ditas obrigatórias para quem está em Paris ou em Madrid. Com este tipo de normas despropositadas, os museus não vão conseguir aproximar as pessoas a um patrimônio que a fim e a cabo, é de todos! Eu ainda sonho com um tempo que as pessoas chamam os museus de “meus”, como nos referimos àqueles lugares mais queridos e inesquecíveis, em que é um prazer voltar, voltar e voltar …

Accademia - Firenze
E você, o que acha disso tudo? Acredita que os museus devem seguir proibindo  que se tirem fotos de suas salas?

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Es anacrónico que no te permitan hacer fotos en el museo
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Madri - Guia do Prado
Guia Louvre
Guia de Museu | Guia Galeria degli Uffizi

Imagens: Turomaquia_1995_2004_2010 y
http://concursofoto.edreams.es/es/files/imagecache/vista_horizontal/galeria/mini-2597.JPG

Postado por Patricia de Camargo | Marcadores:

34 Comentários

  1. Alessandra Mosquera

    Oi Patricia! Olha, eu sou do contra! 🙂 Apesar de compreender suas alegaçoes, eu acho que deve continuar proibido, sim. Detesto gente que fotografava quadro. Fotografar escultura ainda vá lá, mas quadro? Sinceramente nao entendo. Porque, a nao ser que vc seja um P* fotógrafo, nenhuma foto vai conseguir transmitir aquilo que o seu olho vê pessoalmente. Entao, pra que? Pra mim pintura é para ver e você guardar na memória o que sentiu. Nao gosto de fotografar e odeio gente que fotografa! 🙂 Mas sim fotografei esculturas, algumas peças de museus de arqueologia… é que eu sou chata mesmo em museu de arte, reconheço! 🙂 😉 Fica aquele cara fazendo a foto, e eu ali atrás querendo ver a obra… putz… que nem o povo que bate papo em museu, eu quero morrer! 🙂

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    • Luiz Alberto Leal da Costa

      vc pode até ser do contra, mas vc não pode odiar quem não concorda com a sra. assim, vc vai ter poucos amigos. O ódio gera ódio.

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  2. Patricia de Camargo

    hehehe achei ótima tua opinião! O que acontece é que a maioria das pessoas utiliza o museu como um lugar de interação social, por isso tanta conversa! heheheUma pessoa fotografa uma pintura para captar um pequeno detalhe, para "fazer daquela obra sua". Por exemplo, o Louvre que deixa fotografar tudo, ñ acreidto que o ato de tirar fotos possa atrapalhar, a ñ ser como coloquei no caso da Monalisa.Eu adoro ver o que as pessoas estão fotografando, o que lhes chama atenção, e até os comentários que fazem das obras.Imagina que legal, quando você levar pela primeira vez teu filho/a no Prado e ele ou ela ver "As Meninas"!!!! E claro que vai rolar uma conversinha, que pode ir por outros "derroteros" que não seja a obra em si!Eu amo museus buliçosos, cheios de gente!Ale, este post eu fiz exatamente para saber a opinião das pessoas, e agradeço muito a tua!!!beijos e uma linda semana

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  3. Luisa

    Oi Patricia,Eu acho que o unico argumento que poderia me convencer da necessidade de se evitar fotos dentro de museus seria o perigo real de estragar as obras. E, sinceramente, eu nao sei atè que ponto esse perigo è real ou jà virou desculpa para encobrir outros interesses, validos ou nao, que desconheço.Seria maravilhoso qq um poder tirar foto do que bem entendesse num museu, pois pra mim, por pior e por mais desfocadas que sejam as minhas fotos, elas sao unicas e sao minhas!De qq modo, ou que eu detesto mesmo em museu é gente mal educada que tira foto onde è proibido. Se o museu diz que nao pode, seja là qual for o motivo da proibiçao, custa respeitar?

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    • bring the fresh

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  4. Patricia de Camargo

    Luisa, concordo em número e grau. Até porque eu sou daquelas todas certinhas, se diz que não pode, não pode! E realmente já está provado que a luz para estragar a obra tem que ser contínua, não intermitente. E eu acho que deviam deixar sem flash, e quem sabe cobrar uma taxa para que a pessoa pudesse utilizar a câmera. Sei que isso seria bem complicado nos museus gigantescos!Beijos

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  5. Priscila (Inquietos)

    Oi, Patricia! Eu faço fotos em museus (quando permitido) principalmente pq sou uma desmemoriada. De repente encontro uma obra que me fascina tanto, que desejo pesquisar e saber mais sobre ela. Eu fotografo o quadro e a placa com o nome do artista, data, nome da obra, etc. Assim a foto é meu bloco de anotações, assim como é para várias outras situações. A foto registra aquilo que em papéis soltos facilmente eu perderia. Não tenho nenhuma pretenção de fazer uma foto incrível, nem sempre me preocupo com o melhor enquadramento, pois meu objetivo é bem mais simples.p.s. ao contrário de vc, não suporto museus lotados como o Louvre, onde a maioria das pessoas só tem interesse de cumprir um item a mais no roteiro turístico. Fica barulhento e bagunçado. Minha primeira reação é ir logo embora.

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  6. Patricia de Camargo

    Priscila, eu também sou desmemoriada, e faço até um diário das coisas do dia-a-dia, quando fui ao cine, ao teatro, jantei em tal lugar, e também uso a máquina muitas vezes para ilustrar este diário ou pesquisar sobre obras ou coisas que me chamaram atenção quando chegar em casa!Eu acredito que as pessoas cumprem certos rituais turísticos sem outro prazer porque não tiveram uma educação visual que lhes possibilite desfrutar da arte. Mas acho que tudo tem jeito, quando era professora de artes muitos alunos me diziam no primeiro dia de aula que odiavam artes, hehehe e a coisa mais linda do mundo era ver como mudavam de opinião ao longo do curso!Valeu pela tua opinião!Beijos

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  7. Gustavo - Viajar e Pensar

    Excelente ponto de vista.Acho exageros algumas proibições, mas tenho que concordar que a Monalisa seria mais bem apreciada, sem aquele monte de máquinas fotográficas na nossa frente.Outro ponto é se existe uma placa/orientação de proibido fotografar e as pessoas mesmo assim querem fotografar é o maior exemplo de falta de educação.Na CApela Sistina está o maior exemplo disto, onde muitos ficam disfaraçando com suas cameras e filmadoras, em vez de apreciar a obra, parece que o mais importante é ser contra a anorma, e não visualizar a obra. Chega ao ponto dos seguranças tirarem o equipamento e apagarem as fotografias. Onde não se fotografa, se aprecia mais. Tenho várias fotos em museus, e gosto, mas foi excelente esta questão.

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  8. Patricia de Camargo

    Gustavo, eu não acho que o desfrute esteja relacionado com não fotografar em um museu, e sim com a infra-estrutura e serviços oferecidos ao viajante, como por exemplo um excelente audio-guia, um programa de educação também pensado para os adultos, bancos para que as pessoas possam realmente apreciar uma obra por um período maior de tempo, seguranças que não sejam ofensivos, etc.Na Capela Sixtina é muito engraçado as pessoas camuflando a câmara, é hilário, mas pela legislação os seguranças não tem o direito de apagar as fotos tiradas nem aprender câmaras, porque não possuem poder de polícia.Nos grandes museus, existem ondas de massas de pessoas. O que eu faço é esperar um momento de "ressaca" para apreciar obras como a Monalisa por exemplo.Gustavo, obrigado pela tua opinião!Beijos

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  9. Cris Campos

    Eu sou contra a proibição. Uma vez fui a um museu de arte contemporânea aqui na Nova Zelândia onde perguntei se poderia entrar com a câmera, a moça da recepção disse "poder pra tirar fotos do museu, mas não pode tirar fotos das obras". Entrei com a câmera e percebi, ao longe, um fiscal me seguindo o tempo todo. Pra mim isso é um protecionismo absurdo. Com o que eles estão preocupados? Direitos autorais? Ao contrário disso, eu acho que as pessoas tirarem fotos é um sinal de que estão gostando do que estão vendo, e ajudariam a divulgar tanto o museu quanto o artista. Sem contar a questão da lembrança já tão citada aqui.

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  10. Vanessa Waismann

    Sou apaixonada por fotografia e também tenho a mania de andar pra cima e pra baixo com uma caderneta, escrevo diários e blog. Mas quando viajo minha câmera se integra à minha caderneta, blog e diário. Sempre ilustro as coisas que escrevo. Visitei alguns museus em Washington DC e por sorte fotografar era permitido. Pois sinceramente seria uma pena não poder fotografar aquelas obras que eu até então só tinha visto nos livros de História. Assim, além de eu "estar dentro" da história, também tenho a oportunidade de mostra-la à minha família e amigos, da forma que eu vi.Um abraço Patricia.

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  11. Oscar (mauoscar.com)

    Patricia.Ja queria ter comentado esse post ontem quando estava no carro a caminho de Washington. Eu sou contra a proibição da Fotografia, cada um deve ter o direito de apreciar o que está exposto no museu da forma que melhor lhe for conveniente (obviamente respeitando as normas e os outros visitante). Odeio aqueles turistas como geralmente eram os Japoneses e hoje em dia os chineses que querem fotografar tudo e mais um pouco e nem curtem o acervo.Se voce tiver tempo para ler e explorar tudo é otimo ai as fotos não são mais do que uma recordação do local e para colocar no album de família. Mas muitas vezes quando estamos viajando não temos o tempo que gostariamos de ter para apreciar um museu. E as vezes com as fotos que tiramos conseguimos depois em casa continuar a conhecer o museu. Foi exatamente que aconteceu comigo no ultimo post que escrevi sobre o Museu Aeroespacial de Washington, muitas vezes aprendo muito mais pesquisando sobre a história dos objetos quando estou escrevendo um post para o meu blog sobre um lugar por exemplo do que quando estou lá visitando. Mas tenho que confessar que graças ao Blog hoje fotografo muito mais.As vezes gostaria de chegar ao local já sabendo mais sobre o que conhecer do acervo lá, mas isso e impossivel e transformaria a viagem praticamente num pacote fechado.No caso de Washington por ex em quase todos os museus é permitido fotografar, apenas em alguns casos como no National Archieves na galeria onde estao a declaracao de independencia e a constituicao dos EUA nao é mais permitido fotografia, mas neste caso o banimento foi por motivos tecnicos, e principalmente por desobediencia dos visitantes que usavam flash em suas fotos. Mas no restante do local onde estao outros documentos mais novos e nao tão "importantes", fotografar ainda é permitido.Btw Gostei bastante de ver outras opiniões.

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  12. Patricia de Camargo

    Vanessa, eu coloquei no título "memórias perdidas" pelas razões que você expôs e também o Oscar.Oscar, eu acho de verdade não me incomodo quando tem muita gente fotografando, eu acho legal que um patrimônio seja tão valorizado. Como coloquei no texto cada um desfruta à sua maneira, não há porque pensar que a nossa é a correta.Quanto à preparação antes da visita ao museu, eu acho bem interessante. Mas em muitos casos é quase impossível porque a informação que se consegue é mínima. Muitos sites são tão ruinzinhos, que chegam a cortar o barato. Um pensa, vou viajar para ver isso!? Cris, uma das coisas que mais odeio, é esta sensação de estar sendo perseguida em um museu como se fosse uma marginal. Tem tanta coisa horrorosa acontecendo nas ruas, e o pessoal mantém esta atitude com uma pessoa que visita um museu porque leva sua câmara fotográfica?! Na próxima semana vou fazer uma crônica de duas situações que vivi em março em dois museus de Madrid!Beijos aos três e agradeço a participação neste debate!!!

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    • Buster Maliska

      Great blog post and nice discussion among the comments.:;*;:

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  13. Nome: Mor@es

    Vamos por partes…se estamos falando de museus e outros locais destinados a exposição daquilo que se convencionou chamar de "obras de arte", só posso interpretar como censura burra, a prática de qualquer atividade que se destina a limitar ou mesmo impedir esta exposição. Afinal o binomio exposição-divulgação sustenta ao longo do tempo o conhecimento humano. Tentar restringir ao olho humano, a captura do belo é negar toda contribuição que a memória e os seus registros fizeram ao patrimonio cultural. Fotografar vale sim, divulgar mais ainda. Neste mundo novo, onde até o feio e o bizarro tem sido alvo de flash e divulgação global, precisamos nos contrapor e oferecer ao mundo o que ele tem de melhor: tudo aquilo que tem que ser visto e apreciado. Vá aos museus, aprecie, encante-se, fotografe, comente e incentive outros a fazerem o mesmo. É assim que o mundo anda!

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  14. Patricia de Camargo

    Moraes, assino embaixo, e pode ver que a maioria opina como vc. Eu acho que é contraproducente para o próprio museu, já que o não é visto, não é lembrado!Um abraço

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  15. Alexandre Costa

    Patricia, eu sou contra a proibição de fotos nos museus. Eu gosto de ter recordações dos lugares que visitei. Veja o exemplo do d´Orsay, que embora instalado em um local belíssimo, não permite fotos! Quando conto aos amigos sobre um dos museus que mais gostei na Europa, não tem fotos para apresentar. É claro que existem os turistas sem-noção, os que disparam flashes e mais flashes, fotografam tudo sem parar para apreciar as obras, atropelam os colegas, falam alto, mas não acho justo que todos paguem pelos problemas causados por apenas alguns.

    Eu acredito que as fotos postadas em blogs, Flickrs, Picasas e similares, servem para divulgar a arte, estimular outras pessoas a visitar os museus ou simplesmente tornar as obras acessíveis para aqueles que não podem viajar.

    Ótimo post e debate enriquecedor! Um abraço!

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  16. Vanessa

    Eu já estive em museus imensos.. que não permitiam fotografias do público. E já vi o mesmo em museus bem pequenos. Em ambos me senti “roubada” de uma parte de minha experiência.

    O argumento do flash, até me convence em espaços que expoem quadros centenários… Ok. Mas, instituições que praticamente não têm uma tela pendurada na parede tbm proíbem as fotos.

    E nem o argumento de facilitar a circulação e visualização das peças tem base: Já vi museu vazio (daquele que quando você entra vê a cara de sono do segurança) com a mesma política.

    O ponto em comum dessa instituições é que nenhuma delas tentou se relacionar comigo. Nenhuma perguntou de onde eu era, se já tinha visitado o museu ou se estudava o tema. A maior parte delas não se interessou pela minha experiência com o patrimônio que elas oferecem… Seja através das fotos, ou de outras dezenas de maneiras de interagir, efetivamente, com o público.

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  17. Vanessa

    Corrigindo-me: também concordo com proibição do uso do flash em locais em que a própria estrutura é sensível à luz… Igrejas barrocas, por exemplo.

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  18. Edson Maiero

    Adoro fotografar museus! Quadros, esculturas, arquitetura, etc. Por isto não vejo graça nos museus espanhois, pois a maioria proibe a fotografia. A visita fica chata, e quando vamos para casa, não temos como passar horas relembrando as obras. Sim você pode comprar um livro com as obras do museu, mas para mim não é a mesma coisa.

    Em 2010 em uma visita a Paris, após ficar quase uma hora na fila do Museu D’Orsay descobri que não podia sequer entrar com câmaras no museu, e fui convidado a deixar minha mochila com camaras e lentes na chapelaria (é este o nome?), mas como já tinha estado lá outras vezes (e tenho diversas fotos) confesso que no final a visita foi muito boa e produtiva.

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  19. Mari Campos

    Pati, eu também sou mala e também sou contra as fotografias nos museus. O que mais vejo nos museus onde as fotos são permitidas são as pessoas se engalfinhando para fotografar as obras, sem mal prestar atenção nelas, atrapalhando justamente quem está ali para aprecia-las. Quer coisa mais irritante que tentar apreciar a MonaLisa em meio a todos aqueles braços, câmeras, celulares e empurrões? 🙁
    Eu tenho uma relação muito particular com os museus: sou capaz de passar horas e horas nos mais legais, mas nunca quis ser fotografada ao lado de uma obra nem fiz questão de fotografa-la. E várias delas continuam, mesmo assim, super presentes na minha memória e nas minhas histórias de viagem. Sempre.
    Ah! E também vou dizer que, como jornalista, com credencial internacional e tudo, nunca fui autorizada a fotografar em museus que proíbem fotos em geral. Deve ser concessão só pros figurões 😉

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  20. Cory Norling

    Amazing site! I’ve just shared it on the social networks.

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  21. Carla Tolosa

    Oi Pati! Até agora eu não tinha uma opinião sobre isso, pois eu achava que se, realmente, as fotos/flashes poderiam estragar uma obra, então deve mesmo ser proibido (e o infrator, multado, preso, e condenado por crime contra a humanidade 😉 ). Mas se esse argumento não é válido, então qualquer outro motivo de proibição deve ser ridículo. Eu tenho uma certa preguiça de fotografar, mas no Metropolitan me deparei com um quadro e pensei: “nossa, parece que já vi esse lugar…..”. E já tinha visto mesmo – era Recife(PE), mas pintado quando não havia quase cidade, deve ter sido na época do Brasil colônia. Aí fotografei, porque eu tinha certeza que tinha uma foto “in loco”, tirada praticamente do mesmo ângulo da pintura. Ah, e eu também aproveito os momentos de “ressaca” entre as ondas para apreciar algo de que gostei muito. Bjs,

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  22. Renata Rocha Inforzato

    Oi pati

    O Louvre derruba qualquer alegação. Suas obras não estão danificadas e a livraria do museu está sempre cheia….E as fotos são abundantes 😀

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    • Patricia de Camargo

      Rê, eu acho a maior furada ñ deixar tirar foto, mas é ainda ranço do elitismo nos museus 🙁

      responder
  23. Guta Vambora!

    Realmente é algo meio sem sentido não poder tirar fotos. Tenho um amigo q trabalha com isso e ele diz que tem a questão de preservar as imagens e do Copywright tb. Ambas, hj em dia, cada vez não fazem mais sentido, mas é um direito…Só sei que estudiosos, artistas e pessoas que querem aprender com as obras saem perdendo…Quantas vezes vi um detalhe, ou entendi a técnica de um artista e quis fotografar para lembrar/entender o processo e não consegui…nessas horas só um caderninho p/ desenhar ou anotar informações salva.. é uma pena…

    responder
  24. Ilmar

    Simples. Não vá ao museu. Também concordo. Se não pode tirar foto não vou ao museu. Prá que serve ir num museu se não posso tirar fotos???

    responder
  25. Maria Sousa

    Boa tarde.
    Partilho a sua opinião por inteiro. Não deixar fotografar é um abuso.
    Uma obra de arte é sempre um património de todos nós.
    Sem flash não vejo porque não poder fotografar.
    Num museu não me incomodam dada as pessoas que fotografam, cada um tem o direito de viver o momento como desejar.
    Quanto à Mona Lisa, ela teria sempre a sua fila de admiradores, com máquina fotográfica na mão ou sem ela.

    responder
  26. Deyse Ribeiro

    Patricia, novidade, desde o dia 31 de dezembro de 2013, voltou a ser permitido tirar fotos dentro do museu da Accademia em Florença, ou seja, permitido tirar a foto do famoso Davi, então aberto a temporada do Selfie com o Davi!!! hahahah
    abs

    responder
  27. Ana

    Patricia, eu adoro fotografar e me sinto tolhida no meu direito nesses museus.
    E gosto de fotografar em museus porque vários motivos. Em primeiro lugar, porque a memória não ajuda. Também acho que devo ter um gosto sui generis pra arte, porque nunca acho nas lojinhas reproduções dos quadros de que gosto. Tenho ainda a mania de me fixar em detalhes de quadros, aí a foto resolve bem o problema, que nunca é contemplado pelas reproduções nas lojas. Minhas câmeras estão sempre com o flash desligado, pois esse é um recurso uso muuuuuuito raramente, então não veria problema. Uma saída talvez fosse os museus fazerem horários especiais pra quem quer fotografar, pra não atrapalhar quem quer só fruir a experiência de estar diante da obra sem ouvir cliques.

    responder
    • Patricia de Camargo

      Ana, concordo contigo. Achei interessante a ideia dos horários especiais. Mas ainda continuo pensando que o são tão poucos casos em que realmente o ato de fotografar pode atrapalhar que ñ entendo as justificativas dos museus. No próprio Louvre, já passeio meia hora sentada olhando o “Escriba sentado” e não apareceu uma viva alma, e esta é uma das peças consideradas “imprescindíveis” do museu. Acho que o único lugar que achei louco pela quantidade de gente em todas as salas foi o MOMA, mas nem lá me senti incomodada pelas pessoas que fotografavam.
      beijos

      responder
  28. Nick Harrison

    Excelente artigo e aborda uma questão que aflige a todos os fotógrafos artistas, como eu.Diante do vaivém das exigências dos museus ( uma hora pode fotografar, outra hora não pode ), só tenho algo a declarar: Proibir fotos sem flash é atitude BURRA, PRECONCEITUOSA E SEM FUNDAMENTO, ( como um museu permite e em outros museus não pode ? ) criada por uma corja de imbecis, cujo intuito é afastar as pessoas dos museus e torná-lo insípido, elitista e MORTO.Fico pensando se os verdadeiros gênios , criadores dessas obras, concordariam com essas pseudo-leis absurdas, até porque a VERDADEIRA arte é transgressora, questionadora e LIVRE.

    responder
  29. Eduardo Peça

    Bem li os comentários e tenho a minha opinião sobre o colher fotos de algumas obras de arte, por vezes exclusivas e únicas; se dentro das galerias for afixado avisos devidamente identificados da proibição de colher fotos, os vizitantes só têm que respeitar caso contrario poderão sofrer sansôes, se não houver qualquer aviso posso analizar que o autor das fotos ou é um apaixonado por arte, ou trabalha na mesma, ou ( não estou a dramatizar ), pertencer a alguma rede de tráfico de arte sacra: para mim todos os visitantes de galerias deve deixar uma identificação da sua presença, para salvaguardar a segurança do atrás referido. esta é a minha opinião deixo ao critério dos leitores. obrigada

    responder

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