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Firenze Card: museus + transporte público

Fazia tempo que Florença clamava por um destes cartões que dão acesso a museus e monumentos. Antes tarde do que nunca, no mês de março deste ano lançaram o Firenze Card.


33 museus + transporte público. De todos os atrativos que a maioria do pessoal costuma visitar em Florença, apenas não inclui a Catedral e todo o relacionado com ela, o batistério e a torre. Os museus “tem que ir” formam parte: a Uffizi e a Accademia. A obra-prima da Capela Brancacci também, e os palácios mais queridinhos, o Vecchio e o Pitti.

Vale por 72 horas. Que começam a contar a partir do momento da ativação, ou seja, quando você usa pela primeira vez. Dá para comprar on-line, e depois recolher em 6 lugares diferentes da cidade, entre eles o cêntrico Palazzo Vecchio. Em Florença, são 9 os pontos de venda:



Estes dois museus controlam a capacidade de carga. O que é isso? O número de pessoas que estão em suas salas. Portanto, pode ser que você não possa entrar quando chegue com sua Firenze Card. Provavelmente eles te darão um horário de entrada, mas isso não posso confirmar porque ainda não tive a oportunidade de utilizar este cartão.

Visite de qualquer maneira o site do Firenze Card! No calendário, dá para saber de antemão tudo que vai estar rolando na cidade durante sua visita!


Pelo transporte público? Dificilmente. Florença é uma cidade perfeita para caminhar, agora se o teu hotel está nos cafundos do Judas, vai utilizar também esta parte do passe. A primeira vez que fui à cidade fiquei em um albergue lindo numa antiga vila, mas meio longinho – Ostello Villa Camerata. Quem se aloja por lá, precisa do ônibus 17 para chegar ao centro.
Em relação aos museus, caso o usuário não tenha problemas em entrar nos dois superstars: Uffizi e Accademia, pode valer a pena. Principalmente para quem vai visitar a cidade pela primeira vez e vai fazer um super circuito de museus e palácios! Nesta tabela coloquei os atrativos mais visitados e que considero que seja o máximo que alguém possa ver em 72 horas sem pedir para morrer (mas ainda considero excessivo tudo que está aí!) somado ao transporte público. Por que a variação de preço das entradas? Quando estas instituições oferecem uma exposição temporária, elas aumentam o valor geral do ingresso. Não dá para escolher entre ver ou não ver as mostras. Parece que esta é uma tendência, o Prado desde 4 de setembro também funciona desta maneira.

Eu compraria se posso entrar no Uffizi e na Accademia sem problemas. Aproveitaria para incluir alguns lugares que se tivesse que pagar na entrada, dificilmente entrariam e que em muitos casos podem te surpreender positivamente! Para aqueles que já estão na cidade pela segunda ou terceira vez, e não pretendem repetir a visita aos superstars, dificilmente valerá a pena a aquisição do Firenze Card.
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imagens: Firenze Card
Dois minutos pela Piazza della Signoria – Florença
Neste video de dois minutos, fazemos um passeio pela Piazza della Signoria, em Florença. Ao som de Gianna Nannini, cantando “Meravigliosa Creatura”. Para assistir sem aquele “para- continua” que é muito chato, faça o seguinte:
- Aperte o play, e em seguida outra vez, para dar um pause.
- Assim que toda a linha na frente do play estiver acinzentada, pulse novamente a mesma tecla. Para tirar o video do “pause”.
- Agora poderá desfrutar da produção turomaquia sem interrupções!
Programa grátis em Florença: Piazza della Signoria from turomaquia on Vimeo.
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Em Florença a maioria dos programas são pagos e entre quatro paredes. Mais uma das visões mais legais é grátis, a Piazza della Signoria. Não deixa de ser um museu a céu aberto, e diferente dos demais da cidade, permite fotografias.
Povoada de esculturas, algumas delas chamam particularmente atenção. Cosme I a cavalo, retratado ao estilo dos imperadores romanos. Obra de Giambologna.
A Fonte de Netuno, que os florentinos chamam de Biancone, porque é branca, grande e nada bonita (risos!) Antigamente, as mães levavam suas filhas que estavam prestes a casar diante do Biancone para que soubessem antes da noite de núpcias como era um homem pelado! Quer dizer, a estátua formava parte da educação sexual das meninas da cidade. É uma obra de Ammannanti.
Na frente do Palazzo Vecchio, uma réplica do David de Michelangelo, no seu local original. E a escultura “Hercules y Caco”. O Tal do Caco era um gigante que cuspia fogo e era filho de Vulcano. Não é que ele teve a má idéia de roubar 4 vacas e 4 touros de Hércules, e claro acabou como se vê na obra de Baccio Bandinelli.
Ao lado delas, outra réplica, desta vez do famoso Perseu de Cellini. Mostra o momento que o herói levanta a cabeça de Medusa. O problema é que esta escultura é enorme, de bronze e para executá-la o artista utilizou a técnica da cera perdida. O que é isto? Para ficar por dentro dá uma lida neste post, do Artetropia.
Acontece que o Cellini era cabeça dura. No dia que estava fundido o bronze começou a chover prá caramba. A água começou a diminuir a intensidade do fogo, e ao mesmo tempo o vento fez com que as chamas alcançassem o teto da casa. O artista mandou que seus ajudantes acabassem com o incêndio, tapassem o teto com umas tábuas de madeira, e colocassem panos nas portas. Ele continuou trabalhando. Mas como o bronze não estava líquido o suficiente, jogou uns pratos de estanho no fogo, e por fim o metal alcançou o ponto de fundição, e ele pode terminar sua obra. Os florentinos não davam crédito ao que ele havia conseguido, e passaram a chamá-lo de Diabo!!!!
O Perseu está na Loggia dos Lanzi. Esta espécie de terraço com um montão de esculturas. Foi construído para as cerimônias florentinas. Porque em uma troca de guarda, choveu e um convidado ilustre, o Arcebispo de Ravena ficou molhado como um pinto e não gostou nada. Assim, para não passar este tipo de situação embaraçosa deicidiram construir a Loggia, que mais tarde ficou conhecida como Lanzi. Porque nela acampou o exército privado dos Médici, os Lanzichenecchi. Assim que o espaço ficou livre, as esculturas tomaram o lugar dos soldados alemães.
Diz aí, esta praça não é fascinante?!
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fotos: turomaquia y Google Maps










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