Desde 2000 a ilha alberga o título de Reserva da Biosfera. Principalmente pelos seus fundos marinhos que se destacam na parte sul e conformam a Reserva Marinha de La Restinga, de onde saem os barcos para as imersões. O site de um dos operadores, descreve a reserva, “sua geomorfologia vulcânica é a responsável por uns fundos abruptos, onde se podem encontrar cavernas e “serras sub-aquáticas”. Uma paisagem livre de areia que proporciona umas águas cristalinas com um máximo de visibilidade de 30 metros. Esta transparência da água nos proporciona uma comunidade rica em flora e fauna, já que a claridade da água permite que se desenvolvam, a uma profundidade de 70 metros, extensas comunidades de algas”.






Esta geomorfologia faz com que a ilha funcione como uma barreira natural aos ventos e correntes do norte, o que aumenta ainda mais a visibilidade destas águas. Sem contar com peixes que são verdadeiras estrelas, como o mero Pancho, em bom português uma garoupa enorme que está sempre pronta a dar o ar de sua graça e sair nas fotos dos mergulhadores.
Se não for tua praia este lance de mergulhar, mesmo assim vá até La Restinga, pelo ambientaço do lugar e pelos excelentes restaurantes de peixes e frutos do mar. Ui, até me deu água na boca!!!
Video de um grupo de amigos que passou 15 dias mergulhando em El Hierro. Achei o video bem legal porque eles colocam o nome de algumas das espécies avistadas.
Informação prática:
Passe em um escritório turístico de El Hierro e tente conseguir este guia de mergulho. Descreve 24 imersões diferentes, e traz uma lista de operadores de mergulho. Eu não mergulhei na região, o que fiz foi buscar algumas destas empresas em Internet para que você possa ver os preços e serviços oferecidos. Também estão listadas todas as empresas que integram a guia de mergulho:


www.buceolarestinga.com
www.arrecifal.com
www.benthosbuceo.com
www.eltamboril.com
http://hierroaventura.com
www.elhierrobuceo.com/
www.centrodebuceoelhierro.com/
www.elsubmarinobuceo.com
www.meridianocero.org
www.elhierrotaxidriver.com
www.el-hierro-tauchen.de
Posts relacionados:
Opções de hospedagem em El Hierro
Trekking e desafios em El Hierro
Mirador de la Peña – Uma obra de Cesar Manrique em El Hierro
fotos: www.buceolarestinga.com
video: http://www.youtube.com/user/pajaril1974

Os precipícios, estas montanhas que caem em vertical são locais idôneos para sonhar, e pontos perfeitos para mirantes. El Hierro, esta ilha possui mirantes prá dar e vender. Entre tantos, destaca-se o Mirador de La Peña. Inaugurado em 1989, é bem de interesse cultural. Em grande parte por conta de seu criador – Cesar Manrique. O artista que deu uma guinada à Lanzarote.

Como em todos seus desenhos, empregou material da própria ilha. Aqui a pedra vulcânica se confunde com o entorno, gerando uma integração perfeita ao meio ambiente. Nos interiores, o branco impera. Os jardins também foram desenhados pelo artista. Desde estes 700 metros de altitude se deslumbra o Vale de El Golfo, e a imensidão atlântica.

No local funciona um restaurante. Para conseguir uma mesa junto às enormes janelas é melhorar reservar.

Informação prática Restaurante El Mirador de La Peña:
Site: www.el-meridiano.com
Tel.: (+34) 922 550300
E-mail: rest-mirador@el-meridiano.com
Horários:
11:00 a 22:30: de martes a sábado
11:00 a 15:30: domingos
Horários para almoçar e jantar:
12:30 a 15:30: de martes a domingo (almoço)
19:00 a 22:30: de martes a sábado (jantar)
Posts relacionados:
Cesar Manrique – o artista da terra que arde
El Hierro: a menor das sete ilhas do Arquipélago Canário
Como chegar ao antigo Fim do Mundo – El Hierro
Em uma paisagem de extremos foi meu batizado aventureiro. Pela primeira vez viajava sem saber o que iria fazer ou onde iria dormir. O Tom era o responsável da viagem. Estávamos namorando há escassos dois meses, e não queria dar o braço a torcer diante de nenhum desafio. Nem podia, era o começo de um relacionamento, aqueles tempos em que só há sorrisos e ternura. Onde um mostra sua melhor cara e todas suas qualidades, até aquelas que nem sabia que tinha. No meu caso foi este espírito de aventura e esportista.

Já no primeiro dia, sem descanso empreendemos o primeiro trekking. Deixamos o carro em Sabinosa. Começamos a subir, alcançando quase os 1.000 metros de altitude depois de uns 2 Km de caminho. Neste ponto, diante de um cruzamento, fomos em direção ao Mirante de Bascos, para passar pelas famosas sabinas. Um vento danado, nada de brisa, vento forte. Quando estávamos bem próximos das sabinas, somos atacados. Exagero? Nada disso! O vento levantava as pequenas pedras do caminho e elas viam todas em nossa direção. Começamos a correr e voltar sobre nossos próprios passos. Ríamos muito, porque era surreal. Voltamos ao carro, sem ver viva alma.



No dia seguinte o Tom me leva até um lindo mirante, o de Isora. Nossa que visual deslumbrante! Lá, mais lá embaixo mesmo a praia com umas rochas vulcânicas no mar. Começamos a descer por um caminho de pedra todo bonitinho. De repente, aquele caminho todo sinalizado dá lugar à terra. Chegamos a uma parte que parece já não levar a lugar nenhum. Eu sorrio aliviada, ufa, acabou! Vamos voltar! Naquele crucial momento sou informada que vamos chegar até a praia, e que além disso teremos que retornar pelo mesmo caminho. Subir toda a montanha! Entre um sorriso nervoso e vontade de chorar, continuo determinada em ser a namorada perfeita.


Umas pedras em cima das outras, os “mojones”, vão sinalizando o caminho que devemos percorrer até chegar à praia. Lugar em que comemos nossos sanduíches. Enquanto mastigamos olho aquela montanha enorme, chamada Abra, e peço um milagre, que ela realmente se abra, saia uma língua enorme que me leve até a cume sem esforço. Claro que nada acontece, e tenho que subir tudo aquilo com as minhas próprias perninhas. Com o agravante que começava a escurecer e sem lanterna tínhamos que subir o mais rápido possível. Quando alcançamos o mirante, tenho a sensação que não estou no meu corpo, será que morri e nem percebi?! Estou viva, mais extremamente leve. Sensação de domínio total, claro que quem olhava minha cara pensava que ia desmaiar naquele exato instante. Eu ria com as forças que me restavam e dentro de mim só um pensamento: “Eu posso!”. Chavão ou não, pouco importava, porque afinal era exatamente assim que me sentia, como uma garota super poderosa.



Descanso antes da subida


Cara ao final da caminhada
Video ao final da caminhada
Posts relacionados:
El Hierro: a menor das sete ilhas do Arquipélago Canário
Como chegar ao antigo Fim do Mundo – El Hierro
Opções de hospedagem em El Hierro
Leia também:
Trekking nas Canarias – Barranco Hondo
Trekking no Roque Nublo – Gran Canaria