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Posts da categoria: ‘Caminho de Santiago’

Todos os caminhos conduzem a Santiago

Postado em 02.julho.2013

Já tive 3 experiências com o Caminho de Santiago. Na primeira vez desci de calça jeans em Sarria, e simplesmente comecei a andar. Uma verdadeira loucura que ao final saiu bem e acabou 5 dias depois em Santiago. Já na segunda, e acompanhada do Tom, realizei o trajeto todinho, incluindo extras. O que somou mais de 800 km cumpridos em 27 dias. Nas duas primeiras vezes percorri o caminho mais clássico, conhecido como Caminho Francês. Aquele aparece no livro que deu um up no turismo da região, “O Diário de um mago”, de Paulo Coelho.
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Xacobeo 2010 – Todos os pecados perdoados!

Postado em 23.dezembro.2009

Quer ter todos teus pecados perdoados em 2010? Tem jeito sim, é só realizar o Caminho de Santiago no próximo ano que é Xacobeo! E o que é isso? São todos os anos em que 25 de julho (Dia do Apóstolo Santiago) caem em um domingo. Esta comemoração ocorre desde a Idade Média e foi estabelecida por uma Bula Papal. Se você tem pecados por um tubo aproveita, porque o próximo ano santo será só em 2.021.

Para conseguir a Compostelana, documento que certifica que você realizou a peregrinação, tem que realizar 100 Km a pé, ou 200 Km de bicicleta ou cavalo. Para quem vai a pé, uma semana é mais do que sufciente para fazer os 100Km e curtir dois dias de Santiago. Agora se você tem um mês, realize todo o Caminho Francês. Estando em ótima forma comece caminhando desde Saint-Jean-Pied-de-Port (França). Na primeira etapa vai cruzar os Pirineus, serão cerca de 20 Km de subidona. Não está em tão boa forma assim, comece desde Roncesvalles (Espanha).

O Caminho Francês também pode ser iniciado a partir de Aragão, na Espanha. Mas se é sua primeira vez, melhor optar pelo tradicional com mais infra-estrutura. Apesar de que o Aragonês atravessa paisagens deslumbrantes.

Eu tenho que confessar que resolvi fazer o caminho depois de ler “O Diário de um Mago”, do Paulo Coelho. Já realizei três vezes o caminho. A primeira sozinha, os últimos 100 Km. A segunda com o Tom, o Caminho Francês completíssimo desde França. E a última também com o maridão, algumas etapas do Caminho Aragonês. Em todas elas sofri fisicamente, mas não é balela não, sai fortalecida moralmente. Não é necessário ser católico para realizá-lo. O caminho vai além das religiões dogmáticas, esconde segredos celtas, bruxas, mas a melhor sensação é a da solidariedade que une aos “caminhantes”. E como atravessa a Espanha é uma aula de história e de arte ao vivo e a cores. Mudanças de paisagens, de gastronomia, de ambiente, de gente … Por tudo isso, uma viagem que é uma viagem fora e dentro de si mesma, e entra na nossa lista das 10+ recomendáveis para 2010! Afinal como dizia Antonio Machado …

“Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.”

Para ver todos os posts sobre os caminhos que levam a Santiago (no Brasil conhecido como Tiago) visite nosso índice.
Album Caminho de Santiago
Album Caminho de Santiago
Album Caminho de Santiago

O final da saga … (será?)

Postado em 11.setembro.2007

Labacolla – Santiago de Compostela: 13,53 Km

Dia relaxado, saída relaxada para os últimos quilômetros que nos separavam de nosso objetivo daquele verão de 2006. Na verdade, estávamos meio nervosos, mas não falávamos nada sobre o tema, apenas em silêncio cumpriamos o caminho que nos levaria diretamente à Catedral de Santiago de Compostela. Onde estão os restos do apóstolo Santiago, que ano após ano levam milhares de peregrinos a esta cidade, e outros que chegam aqui sem saber bem o porquê desta jornada.

Acredito que os dois videos abaixo podem mostrar mais a alegria da chegada, no primeiro chegamos à cidade de Santiago de Compostela e no segundo depois de cerca de 3 Km à Catedral de Santiago.



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Eu x Eu (de Zubiri a Cizur Menor)
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Eu necessito … (de Puente de la Reina a Estella)
Da fonte de vinho a pocilga (de Estella a Los Arcos)
A chegada a La Rioja (de Los Arcos a Logroño)
Um lugar abençoado por Deus … (de Logroño a Ventosa)
O importante não é chegar … é ir! (de Ventosa a Santo Domingo de la Calzada)
O primeiro grande desafio (de Santo Domingo de la Calzada a Montes de Oca)
Divagações em Atapuerca (de Montes de Oca a Agés)
Os grandes tesouros (de Agés a Burgos)
Feliz na Aldeia Global! (de Burgos a Hontanas)
Gente de todas as cores e sabores … (de Hontanas a Boadilla del Camino)
Da obra gigantesca ao pequeno milagre da vida! (de Boadilla del Camino a Carrión de los Condes)
Simplesmente humanos! (de Carrión de los Condes a Sahagún)
Não estou louca, nem virei psico-autora, apenas tive vontade de me abrir ao mundo! (de Sahagún a Mansilla de las Mulas)
Tempo de Turismo! (de Mansilla de las Mulas a León)
Em homenagem ao Gustavo: cancun, cancun … (de León a Puente y Hospital de Órbigo)
Chuva e cozido: um dia de reis (de Puente y Hospital de Órbigo a Santa Catalina de Somoza)
Seguimos na Maragatería … um dia inesquecível … (de Santa Catalina de Somoza a Cruz de Ferro)
A Maragatería já era nossa casa! (da Cruz de Ferro a Molinaseca)
Que diazinho do caramba! (de Molinaseca a Cacabelos)
Quando menos se espera … (de Cacabelos a O Cebreiro)
Mais perto do “céu” (de O Cebreiro ao Monasterio de Samos)
Faltam menos de 100 Km!!! (do Monasterio de Samos a Portomarín)
Felicidade por um tubo e um Ezequiel no meio do caminho (de Portomarín a Melide)
Uiui por pouco (de Melide a Lavacolla)

fotos: turomaquia_2006

Uiui por pouco – A Saga do Caminho 27

Postado em 11.setembro.2007

Melide – Lavacolla: 45,13 Km

Faltavam cerca de 50 Km para Santiago, pensamos que não conseguiríamos chegar neste dia, assim resolvemos dormir até tarde. Estávamos em um hotel, e desfrutamos de uma noite incrível de sonho, saímos às 10:00 da manhã. Logo, ao entrar no bosque encontramos pessoas vendendo framboesas. A caixa custava um euro e eram deliciosas. Eu nunca havia comido a fruta e adorei!
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Cada vez que encontravámos um “hito” assim, digamos especial, tirávamos uma foto, como estas fotos com os 40, 30 e 20 quilômetros. Imaginem depois de 700 Km saber que te falta tão pouco, é algo mágico.
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Quando fui em 2002, fui no mês de maio, e tudo era bem mais tranquilo do que em agosto, nada de disputa por albergue. Naquela época fiquei em um albergue no meio do nada, Ribadiso de Baixo, um albergue genial. Casas com paredes super grossas, bem campestres. Desta vez sabíamos que não íamos dormir neste local, até porque ficava perto de Melide. Nossa surpresa foi ver a fila de mochilas que já havia neste albergue às 11:45 da manhã. Os albergues abrem entre 14:00 e 15:00 horas. Assim este pessoal havia começado a caminhar super cedo, havia chegado neste local e estava esperando o albergue abrir para conseguir uma vaga. Acho que este tipo de coisa não combina com o espírito do caminho, afinal você não vai até lá para encontrar um lugar para dormir, assim antes que este tipo de neura tome teu corpo, para e pensa, que teu tempo e o teu sonho de realizar este caminho valem muito mais que se incomodar para conseguir um lugar em um refúgio!
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Caminhamos durante todo o dia, e estávamos super felizes, não sentíamos dor, nem cansaço, mas como calculamos mal e pensamos que não podíamos fazer um pouco mais de 50 Km, a noite começou a cair e tivemos que parar em Labacolla, faltavam cerca de 10 Km e tínhamos forças para chegar, mas andávamos no meio de bosques e não conseguiríamos ver nada sem sol. Assim paramos contra nossa vontade e mais tarde descobrimos que este povoado se chama Labacolla, porque os peregrinos paravam aqui e se banhavam antes de chegar a Santiago, para alcançar a Catedral cheirando um pouco melhor e com um aspecto mais apropriado ao Santo Apóstolo!


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fotos: turomaquia_2006

Hórreo – Construção típica do Norte da Espanha

Postado em 11.setembro.2007

Quando se entra em Galícia aparecem umas construções diferentes, são os “hórreos”. São locais para guardar grãos sem o perigo do ataque de ratos pela altura e forma da base que impede que os roedores entrem nesta espécie de “casa de grãos”. Os hórreos remontam ao Império Romano, uma tecnologia que apenas segue sendo utilizada no norte da Espanha. Fique atento nas datas das construções dos hórreos que aparecem na parte superior junto ao telhado.
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fotos: turomaquia_2006

Felicidade por um tubo e um Ezequiel no meio do caminho – A Saga do Caminho 26

Postado em 11.setembro.2007

Portomarín – Melide: 42,57 Km
Em Galícia nada pode te entediar porque a cada 2 ou 3 quilômetros aparece um povoado, um bar ou uma paisagem diferente. É a melhor região para quem não se preparou nada, mas tem um sonho de fazer uma parte do Caminho de Santiago. Primeiro, você estará no máximo a 150 Km do teu objetivo; segundo, a cada 5 ou 10 Km você encontra um albergue, assim pode caminhar poucos quilômetros por dia e terceiro, é obrigatório caminhar os últimos 100 Km para conseguir a Compostelana, que é o documento que se outorga àqueles que chegam a Santiago de Compostela. Agora se você resolver fazer o caminho em cavalo ou bicicleta aumenta-se esta distância a ser percorrida: 200 quilômetros.

Saímos de Portomarín já meio cansados e querendo terminar o caminho, porque nesta etapa havia gente saindo por todos os lados, porque fizemos o caminho em agosto, que é o auge das férias européias. Se você pode evitar este mês, evite-o!

A neblina estava na saída, mas um par de horas depois o sol já judiava. Paramos em um local que eu havia parado na primeira vez que vim ao caminho: A Fonte do Peregrino (fiz os últimos 120 Km de Sarria a Santiago de Compostela, na primeira vez – 2002). Nesta Fonte eles te dão um salmo do peregrino, oferecem café, são voluntários que estão ali para te ajudar, para te dar força nesta fase final.

Após passar por diversos povoados, chegamos a Melide. Existe uma parada obrigatória nesta cidade, o Bar do Ezequiel. Todo mundo conhece porque é um dos “pulpos” mais famosos de toda a Galícia. É um bar com mesas largas, você divide a mesa com outras pessoas, é super familiar. O must é o pulpo, mas eles servem umas costelas de porco suculentas. Peça o pulpo e fique vendo o mar de pessoas que entram e saem, e também pode ver como eles preparam o pulpo.
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O caminho também é uma viagem gastronômica, e como isto de sofrimento já está fora de moda, nada melhor que alimentar o espírito e o corpo. A vida não combina com tristeza, assim deixemos de lado o “sofrimento católico” e resgatemos a verdade dos ensinamentos cristãos: nascemos para a felicidade, o estranho é que não sejamos plenamente felizes, e não o contrário como muitas vezes nos fizeram pensar!!!
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Mais perto do “céu” (de O Cebreiro ao Monasterio de Samos)
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fotos: turomaquia_2006

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