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O que fazer em Machu Picchu
Quando subi o primeiro dia à Machu Picchu não tinha nem idéia da quantidade de atrativos que escondia o recinto arqueológico. Ao descer do trem Vistadome, deixei minha micro-mala com o pessoal do hotel e encontrei o guia da visita guiada que contratei muito antes de colocar os pés no Peru.
Acho que acertei por pura ignorância. O melhor é realmente começar com um guia. Primeiro, porque o lugar é enorme; segundo porque a interpretação do patrimônio é escassa, ou mais bem, inexistente; e terceiro, para evitar que você comece a visita estimulando e fortalecendo prejuízos do tipo, isto é só uma pedra em cima de outra pedra. Afinal, a maioria de nós não estudou arqueologia e não está obrigado a entender a complexidade da cultura inca assim sem mais aviso.

Subi com meu grupo e o guia, mas você também pode contratar um guia na entrada do recinto. A visita guiada não percorre a totalidade da cidade, até porque caminhar por tudo demanda certo esforço, já que falamos de subidas e descidas com fortes pendentes. Para quem contrata na entrada, o preço varia bastante, seguindo a lógica do mercado oferta x demanda, bem como tamanho do grupo. Estamos falando de R$ 10,00 a R$ 25,00/pessoa. Mesmo que se trate de uma viagem econômica, deixe para econcomizar em outro aspecto, subir e não entender nada do que vê, realmente é uma perda de tempo.

Agora bem, já manjando um pouco de Machu Picchu, caminhe a teu bel-prazer por cada esquina. Se vai estar apenas um dia, escolha 1 ou 2 caminhadas entre:


Adorei, o caminho é gostoso, muito verde e você vai conseguir umas fotos dignas de National Geographic!
Tempo de caminhada: 2 horas (ida-e-volta)
Altitude: 2.760 metros
Perfeito para: ter a mesma visão que o pessoal que faz a Trilha Inca tem de Machu Picchu. E sem caminhar 4 dias em altas altitudes ![]()
Dificuldade: média. Se estiver chovendo, as pedras são um pouco escorregadias, e isso em todas as caminhadas. Por isso, tente subir à cidadela de tênis de trekking, ou com um tipo de sapato que não tenha o solado liso. As subidas são leves, a trilha está bem marcada. Há locais para dar uma descansada. E a dificuldade em si é a distância.




Quando subi a trilha tinha livre acesso, mas agora se paga à parte para subi-la. Fiz com um pouco de chuva, e tive que ir beeem devagar, em razão das pedras. Na cima, uma bandeira com as cores do arco-íris.
Tempo de caminhada: em um ritmo normal, 3 horas (ida-e-volta).
Altitude: 3.000 metros
Perfeito para: se ter uma idéia de todo o recinto, uma espécie de vista aérea, já que é a montanha mais alta da cidade inca.
Dificuldade: média-alta, quando eu fiz faltava manutenção ao caminho, mas imagino que agora que cobram que a situação esteja melhor. Leve em consideração, que chove muito por lá, e que esta umidade dificulta os trabalhos de manutenção.

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Tempo de caminhada: 1 hora/1 hora e 15 minutos (ida-e-volta)
Perfeito para: se ter a real dimensão do entorno da cidadela, você vai se meter de cheio na “selva”, ver os terraços agricolas da cara leste e ver a hidoelétrica lá embaixo. Novamente ficar de boca aberta, sem entender como os incas conseguiram construir aquela ponte naquele precipício.
Dificuldade: alta. Na entrada do caminho que vai dar à ponte há uma fiscalização do parque, e todo visitante que vai até a ponte, deve escrever seu nome no caderno de registros e o horário em que começou a caminhada, e na volta seu horário de chegada. O caminho é muuuito escorregadio, em poucas partes há uma muretinha que separa o caminhante do precipício, e na parte final umas cordas junto ao paredão de rocha funcionam como corrimão. Não recomendo para quem sofre muito de vertigem.






Foi o único trekking que não fiz. Estava sozinha e não me atrevi. Antes o pessoal madrugava para conseguir um dos 400 tickets diários da subida. Agora se compra comodamente o ticket de subida junto com a entrada da cidadela na Internet.
Tempo de caminhada: 2 horas e meia (ida-e-volta).
Para saber como é, leiam a crônica da Luisa, do Arquivo de Viagens: http://arquivodeviagens.wordpress.com/2009/09/08/huayna-picchu/

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fotos: turomaquia_2011
Como comprar a entrada para Machu Picchu
Quando um atrativo é declarado Patrimônio Mundial da Humanidade deve cumprir certos requisitos para não perder seu título. Basicamente tais critérios dizem respeito à conservação do bem. Esse foi um dos principais motivos que levou às autoridades peruanas a controlar a capacidade de carga de Machu Picchu. Ou seja, o número de visitantes que podem visitar o lugar diariamente.

Uma excelente notícia para todo mundo. Porque a idéia da lista da Unesco é preservar aqueles lugares que refletem a andadura humana na face da terra. Sejam brasileiros, peruanos ou africanos.
Quando fui no ano passado, já não era possível comprar o ticket na entrada do recinto. Mas ainda era possível comprar na Casa de la Cultura de Aguas Calientes (antes de subir à Machu Picchu) ou no INC de Cusco. Agora já não é possível realizar a compra desta forma, já que todo o processo de reserva é on-line, realizado através do site – http://www.machupicchu.gob.pe/. E caso o viajante deseje, também pode realizar o pagamento com um cartão Visa ou Mastercard Internacional no mesmo momento da Reserva. Ou se já estiver no Peru, pode realizar dentro de um prazo de 6 horas o pagamento em diferentes locais como se aponta no site.

Obs: realizei os passos para a compra, e apesar do site falar em pagamento através de Cartão Mastercard, ainda não aparece esta opção na hora “H”! Entra diretamente o pagamento através do Visa. Esta opção aparece na janela “pagos”, mas não aparece na janela “Ayuda”. Imagino que ainda será implementada a nova bandeira.

Na época da viagem, optei por realizar a compra via agência, para tanto utilizei a Setours. Paguei 126 nuevos soles (aproximadamente R$ 80,00).
Atualmente, há vários tipos de entradas:
1.Só o recinto arqueológico, que é enorme – 128 nuevos soles
2.Machu Picchu + Huayana Picchu (terá que escolher entre os dois grupos de saída, o das 7 ou o das 10 da manhã). Antes era necessário madrugar e fazer fila para ser uma das pessoas que subiria, já que controlam o número de pessoas que sobem à montanha – 152 nuevos soles.
3.Machu Picchu + Montanha Machu Picchu (somente pela manhã) – na época que visitei (março/2011) a subida era gratuita. Ou seja, não era paga à parte – 142 nuevos soles.
4.Machu Picchu + museu = 150 nuevos soles
Para ver o passo a passo para realizar a compra, visite o Dividindo a Bagagem. O post esta cheinho de comentários de pessoas que viveram em primeira pessoa a experiência da compra on-line. As novidades já expus por aqui: os diferentes tipos de entradas e a aceitação “na teoria” do cartão bandeira Mastercar para a compra.
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imagens: turomaquia_2011
Como chegar até Machu Picchu
Há várias formas para chegar a Machu Picchu. A maneira mais clássica é o trem. A Peru Rail oferece vários tipos de trens e horários. A grande maioria dos visitantes opta pelo Vistadome. Mas a companhia oferece outras opções: o Expedition, o Auto Vagón e o Hiram Bingham.

O Expedition é o mais simples, mas nem por isso não é um trem charmoso. Os bancos são de tecido, e o lanche servido não é tão substancial como nos demais trens. As janelas são panorâmicas. Sai de Cusco e de Ollantaytambo.



O Vistadome oferece bancos de couro e o brunch servido na ida inclui aperitivos quentes, salada de frutas, doce e bebida quente. Some a isto, o charme do guardanapo de pano, talheres de verdade, nada de plástico. Tudo servido sobre pequenas toalhas de tecido típico andino. As janelas são panorâmicas. Sai de Cusco e de Ollantaytambo.





O Auto Vagón oferece o mesmo lanche do Vistadome, mas as mesas são estilo avião, e não tão espaçosas como no anterior. Servem um brunch na ida. Os bancos são de couro. A lateral do trem é praticamente um grande janelão, mas não oferece as aberturas superiores como o Expedition e o Vistadome. Mas sem dúvida a visão lateral é privilegiada. O grande diferencial do AutoVagon é ser o único que sai de Urubamba. A estação encontra-se dentro do Hotel Tambo Inka. Este trem também sai da estação de Ollantaytambo.



O Hiram Bingham é mais do que um trem que vai te conduzir à Machu Picchu, é uma experiência por si só, e que leva a marca “Orient Express”. Além do percurso no trem de luxo que conta com os seguintes vagões: panorâmico, bar, de poltronas e restaurante. O serviço inclui um brunch na ida e jantar na volta. Subida em ônibus próprio da estaçao de trens até a entrada do recinto. Visita guiada e chá da tarde no único hotel que fica realmente ao lado da cidade inca, o Machu Picchu Sanctuary Lodge. O trem sai apenas de Cusco, e não opera aos domingos.



Dicas gerais dos trens: alguns horários são mais baratos do que outros. Muita gente apenas passa o dia e retorna a Cusco, assim sendo os trens que saem mais cedo e retornam mais tarde são normalmente os mais caros. A simples regra da oferta x demanda.
Entre janeiro e mediados de abril são realizadas obras de manutenção na via férrea. O que impossibilita que os trens saíam da Estação de Poroy. Peru Rail coloca um serviço de ônibus de Cusco até Ollantaytambo que está incluído no preço. Mas esta ida super cedo de ônibus é meio chatinha, recomendo para quem viaje nestas épocas dormir a noite anterior no Valle Sagrado. Além do bilhete sair um pouco mais barato, você economiza tempo. Caso não encontre um hotel em Ollantaytambo, vários hotéis do vale oferecem traslado à estação de trens pela manhã.

Também dá para caminhar até lá. Neste quesito também há múltiplas possibilidades, desde a caminhada clássica de 4 dias, que sai de Cusco (U$ 385 a U$ 580), até a que sai diretamente do vale, e que dura 1/2 dias (U$ 270 a U$770). Como o governo controla o número de pessoas nos trekkings, esta é uma opção que deve ser reservada com certa antecedência, principalmente nos períodos de férias.

A outra possibilidade, é caminhar pela Trilha de Salkantay. Veja a diferença entre as duas (via http://www.machupicchu.com.br):

Leia os posts que a Malu escreveu sobre sua experiência nesta trilha, clicando aqui.

Todos os trens e o trekking de Salkantay chegam a Aguas Calientes. Dá para subir caminhando até o recinto arqueológico, mas é uma bela caminhada dentro da selva em uma trilha empinada. O mais cômodo e rápido, é pegar o ônibus que sai quase em frente da estação de trens e que te deixa na entrada de Machu Picchu.

Cruze o rio e passe pela bilheteria, antes de entrar na fila. Cada trajeto custa U$8,00, se vai descer também de ônibus, aproveite e compre a ida-e-volta por U$ 15,50. A frequência é de 15 a 20 minutos.

Existem rotas alternativas de ônibus/trekking desde Cusco, mas que demandam bastante tempo de viagem, entre 20 e 48 horas. Isso mesmo, só para chegar a Águas Calientes. Para ler um relato em inglês, clique aqui.

Para ler dois relatos em português, clique aqui e aqui.
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