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nov 27 2012

Campo de Concentração Sachsenhausen

Campo de Concentração Sachsenhausen
Campo de Concentração Sachsenhausen. Dia cinzento. A chuva estava indecisa. Ia e vinha a seu bel prazer. Pegamos o trem até Oranienburg. Íamos nos enfrentar a nosso primeiro campo de concentração. Enfrentar é a palavra mais ilustrativa. Ninguém, mentalmente saudável, resiste ao menos a uma respiração difícil e profunda num lugar destes.

Lembrando Hemingway, e como os sinos dobram por todos, a visita a um campo de concentração é como participar de um funeral que dura horas. Com o plus que a cada minuto nos mostram como podemos ser horríveis e despiadados.

Os mais empáticos choram, porque se colocam no lugar daquelas mais de 200.000 pessoas que passaram por lá. Depois de 1 hora de visita auto-guiada com o essencial aparelho de audio, tenho uma sensação de vazio como se tivessem arrancado minha alma a forceps.

foto: turomaquia_2010

12 Comentários

  1. Simone

    Concordo contigo. Em algumas partes é bem dificil se conter e não se colocar no lugar de tantos que passaram por ali. Apesar do local atualmente ser bastante calmo e pacífico (fomos num dia de sol e céu azul), se abater é inevitável. Mas é bom conhecer para gerar ainda mais conscientização. Que um horror como este não ocorra nunca mais!

    Tenho um post lá no blog sobre nosso passeio no local tb http://www.flashesdeviagem.com.br/2011/06/berlim-o-belo-e-o-feio.html

    Abraço

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    • Patricia de Camargo

      Simone, na minha visita chovia de vez em quando, ventava e fazia muuuito frio! Acho realmente que tem que ir, mas é chocante ver que depois o campus foi utilizado pelos “vencedores”, ao menos já não exterminavam “a maneira” dos vencidos 🙁

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  2. Isabel O.

    Para primeiro, este é um bom lugar, se é que alguém pode usar esse adjetivo para qualificar um local destes… Também eu lá estive e nunca tinha visitado nenhum.
    Para além de tudo o que descreveu, eu senti, literalmemte, um frio absolutamente atroz, com um vento fininho e desagradável. Imaginei o que seria treinar material de campanha (botas, mochilas…) ao ar livre, no inverno a sério (estive lá numa primavera).
    Como era um campo de trabalho, a questão da morte não tem a mesma presença e força de outros campos. Há uns tempos passou um filme bem interessante sobre a produção de dinheiro falso, precisamente em Sachsenhausen.

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    • Patricia de Camargo

      Oi Isabel, no dia da minha visita fazia muito frio e este vento incômodo que vc comentou! Esta parte do dinheiro falso eles comentavam no audio-guia, havia uma parte de fábricas no campus, e muitos oficiais nazis enriqueceram utilizando a guerra como subterfúgio. Este também foi meu primeiro campo de “horrores” 🙁

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  3. Malu

    Tava ansiosa esperando por esse post…esse dia foi beeem pesado, mas com certeza é uma visita que vale a pena!

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  4. Georgia

    Patrícia

    Programa pesadíssimo, hein? Fui em 2011 e também foi o meu primeiro. SE bem que depois dele não sei se tenho coragem pra outro não. Só lembrava de “O menino do pijama listrado”que , não sei se é isso mesmo mas me parece que o filme foi ambientado naquele campo. Achei incrível ver os beliches nos alojamentos e as flores espalhadas pelo chão deixadas por visitantes. Chorei, viu?
    Beijos

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    • Patricia de Camargo

      Georgia também chorei, e este filme passou pela minha cabeça. As flores espalhadas eram a ponte em que o se foi e o que ficou, uma bofetada na cara de realidade!
      beijos

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  5. Marilia Boos Gomes

    Em 1988 estive em Auschwitz. O tempo estava nublado e fazia frio. O silêncio entre os visitantes era total, quebrado apenas pelo ruído de nossos sapatos nas britas que forravam o chão. Uma vivência dolorosa. Vi o pavilhão em que mulheres serviam de cobaias para experiências. Vi tecidos confeccionados com cabelos humanos para forrar automóveis de oficiais. Vi pilhas de armações de óculos e outros pertences dos que morreram; vi o paredão de fuzilamento e ainda os fornos no crematório. Neste último ambiente havia um cheiro estranho e forte no ar. Houve quem não suportasse o impacto da visita e voltasse. Houve quem chorasse muito – um casal de judeus, por exemplo, que fazia parte do grupo e que aguentou firme – e ainda os que permaneceram em silêncio total, a maior parte. Até hoje, acreditem, me emociono ao relembrar este dia que jamais será apagado de minha memória. Como agora… Marilia.

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    • Patricia de Camargo

      Marilia, que lindo depoimento!

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      • Marilia Boos Gomes

        Obrigada, flor Patrícia; obrigada. Abraço cordial da… Marilia.

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  6. Juliana

    Estou me preparando psicologicamente (se é que isso é possível) p/ fazer essa “visita” em novembro e mesmo sendo avisada de todos os sentimentos envolvidos faço questão de ir. Não sou judáica, mas não é preciso pertencer a esta ou aquela religião p/sentir repúdio ao ocorrido. Sou humana e isso basta p/eu sentir. Sei que vou chorar muito, talvez não consiga nem ficar mto tempo lá, mas é preciso lembrar, pra nunca mais repetir!

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    • Patricia de Camargo

      Juliana, é duro, e sai com este sentimento de ñ voltar. Tanto que em agosto vou a Berlim com meu marido que ñ conhece a cidade, e já lhe disse que esta visita ñ quero voltar a realizá-la! Ñ deixe de pegar o audioguia!
      Um abraço

      responder

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  • Trailer de mais um vídeo da “Odisseia Grega” no YouTube - Patricia de Camargo. Link na bio, te espero por lá 👁

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  • Vistas da Acrópole. O templo grego mais bem preservado do mundo, o de Hefesto 🏛

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  • Muita gente me diz que sítio arqueológico é só pedra e mais pedra. Mas que nada, são aquilo que a gente foi, são pilhas da nossa memória coletiva, são nossa chance de entender como chegamos até aqui e de que forma queremos ser lembrados em 200 anos quando outros homens e mulheres caminharem pelas ruínas do nosso legado 🙌🏼 #greecelovers #acropolis #atenas #artegrega #estilojonico
  • Dica de Sevilha: café da manhã na tradicional “La Campana” fundada em 1885. O lugar é bonito, gostoso e oferece uma boa relação custo x benefício . Gastamos 13,10€ por 2 sucos de laranja natural, 2 cafés e 2 mistos. 
Também é um ótimo lugar para comer um doce tradicional ou comprar um presente gostoso 😉

Abre todos os dias das 8:00 às 22:00 horas.

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  • Esta é a Nova Iorque florida que me deparei numa viagem que realizei nas primeiras duas semanas de maio. Linda demais 💕💕💕 #newyorkflowers #beautifulstreet #centralparkmoments #estadosunidos #novaiorque
  • Qual é seu ponto favorito do Central Park em New York? Eu acho lindo de morrer,  o lugar onde fica uma das maiores fontes da cidade, a Bethesda. 
Também conhecida como "Anjo das Águas", foi o primeiro trabalho de arte pública encomendado a uma mulher. Neste caso, a artista Emma Stebbins, que desenhou a fonte em 1868, sendo inaugurada em 1873.

A gente vê um anjo de bronze de dois metros e meio de altura que carrega um lírio e com a outra mão abençoa a água. Tem um referência bíblica ao evangelho de João que fala de um anjo que abençoa a piscina de Bethesda, conferindo-lhe poderes de cura. 
Debaixo do anjo vemos 4 querubins que representam a pureza, a saúde, a temperança e a paz.

É legal chegar junto à fonte cruzando por debaixo das arcadas da Bethesda Terrace, criada em 1860, um desenho de Jacob Wrey Mould. Debaixo dos arcos costumam se apresentar músicos, já vi um concerto melhor que o outro.

A fonte se encontra mais ou menos no meio do parque na altura da rua 72.

#bethesdafountain #centralpark #newyorklovers #mulheresnaarte #emmastebbins

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