Guias de Viagem e Arte

 
 
out 27 2016

Diversão e Arte – Sorolla, laranjas e dois continentes

Diversão e arte?
Para qualquer parte?
Diversão, balé?
Como a vida quer?
Desejo, necessidade, vontade?
Necessidade, desejo, eh!?
Necessidade, vontade, eh!?
Necessidade…

Valencia, Sorolla
A Arte é uma necessidade, como já diziam os poetas titânicos em 1987. Todo mundo precisa de arte. Mas para se divertir à beça com ela é necessário abrir a alma. Bobeiras filosóficas vazias? Nada disso. Se você entrar numa galeria já pensando que é uma perda de tempo, a conexão não rola. Como não rola beijo na boca no barzinho quando você se sente feio ou está de mal com o mundo.

Vamos começar pegando leve. Com um movimento que o pessoal do nosso século adora, o impressionismo. Mas nem sempre foi assim. Os franceses riam e se burlavam dos artistas que pintavam paisagens com cores que algumas vezes não pareciam corresponder à realidade.

O primeiro “ismo” vai inaugurar uma era enlouquecida na arte. Todos se influenciavam. Joaquín Sorolla, um pintor valenciano de estilo bem acadêmico, viajou a Paris e esta visita mudou radicalmente seus quadros. Ele é conhecido como o impressionista espanhol.

Aquela viagem tirou o filtro de seus olhos e ele pode retratar seu Mediterrâneo como ninguém mais. Se você respirar fundo diante dos seus quadros vai sentir o cheiro do mar.
Valencia, Sorolla
Quer fazer a prova? Coloque na tua agenda visitar a Casa-Museu Sorolla em Madri. Fica bem pertinho do Estádio Bernabéu. A casa é linda, aqui ele viveu com sua família e trabalhou até que sofreu uma paralisia do lado esquerdo. O que lhe levou a uma profunda depressão e à morte.
Valencia, Sorolla
Valencia, Sorolla
Ok, não está pensando em vir para a Europa. No problem. Se você estiver do “outro lado do charco” lá em New York, pode estar frente a frente com uma grande obra do artista. Grande não só porque é uma obra-prima. Mas também pelo formato. Na verdade uma série de 14 painéis intitulada “Visões da Espanha”, onde alguns dos quadros medem 3,51 metros de altura por 13,92 metros de comprimento! O legal que a visita é adequada para todos os orçamentos porque é gratuita. É só dar um pulo na The Hispanic Society of America.
Hispanic Society by New York Times
Não faz cara feia, já entendi o teu lance não é museu. E algo mais carnal, sensorial. Se bem que a arte tem tudo a ver com estes adjetivos, você também poderá ter um encontro com Sorolla à tua maneira. Viajando para a Comunidade Valenciana, e conferindo “in locu” as paisagens que aparecem reiteradamente nas obras do pintor. Além de muito mar, durante a viagem passará por campos e mais campos de laranja. A região é famosa pela sua produção. Uma laranja quase sem semente, grande e saborosa.

Para perceber a importância da laranja na cultura valenciana dê um pulo no Mercado Municipal de Valencia. De estilo modernista, o mesmo pelo qual é conhecido o gênio catalão, Gaudí. Ao entrar fique ligado na decoração em cerâmica, as laranjas estão por todas as partes. O lugar só abre de manhã, vale a pena visitá-lo com fome e aproveitar para provar as tapas e sanduíches do chef estrelado, Ricard Camarena. O “Central Bar” busca adaptar à alta cozinha a um público mais amplo.

Na saída não deixe de visitar a Lonja da Seda. Fica quase na frente do mercado. Está listada como Patrimônio Mundial da Humanidade. O edifício foi construído entre 1482 e 1498 como um lugar para a realização de transações comerciais e bancárias.

Certamente Sorolla cruzou estas mesmas ruas lá no comecinho do século 20. Hoje para “vê-lo” em sua cidade natal, dê uma chance para um museu e passeie ao menos pela Sala Sorolla (Museu de Bellas Artes), que conta com 42 obras do artista.

Depois de tanto “jaleo”, para se refrescar vá de Valenciano. Uma sobremesa digestiva e deliciosa onde a laranja é a rainha. Antes da viagem, e para ir entrando no clima, prepara uma “dose” para cada um de seus amigos.

Numa taça de vinho sirva suco de laranja (natural, please!), sobre o suco coloque sorvete de baunilha, e sobre o sorvete um pouco de licor, Contreau ou Grand Marnier. Pronto! Eu também faço colocando no suco de laranja um pouco de rum branco ao invés do licor, e sobre o sorvete um pouco de canela. Um Valenciano a lo Turomaquia.
Sorolla e o valenciano
Com este samba do criolo doido esquentamos os motores para fazer valer a máxima titânica: “A gente não quer só comida. A gente quer comida. Diversão e arte”. Misturando tudo no nosso liquidificador e dando muito mais sabor à vida.

Madri - Guia do Prado
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Guia de Museu | Guia Galeria degli Uffizi

Postado por Patricia de Camargo | Marcadores:

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  • Vistas da Acrópole. O templo grego mais bem preservado do mundo, o de Hefesto 🏛

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  • Muita gente me diz que sítio arqueológico é só pedra e mais pedra. Mas que nada, são aquilo que a gente foi, são pilhas da nossa memória coletiva, são nossa chance de entender como chegamos até aqui e de que forma queremos ser lembrados em 200 anos quando outros homens e mulheres caminharem pelas ruínas do nosso legado 🙌🏼 #greecelovers #acropolis #atenas #artegrega #estilojonico
  • Dica de Sevilha: café da manhã na tradicional “La Campana” fundada em 1885. O lugar é bonito, gostoso e oferece uma boa relação custo x benefício . Gastamos 13,10€ por 2 sucos de laranja natural, 2 cafés e 2 mistos. 
Também é um ótimo lugar para comer um doce tradicional ou comprar um presente gostoso 😉

Abre todos os dias das 8:00 às 22:00 horas.

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  • Esta é a Nova Iorque florida que me deparei numa viagem que realizei nas primeiras duas semanas de maio. Linda demais 💕💕💕 #newyorkflowers #beautifulstreet #centralparkmoments #estadosunidos #novaiorque
  • Qual é seu ponto favorito do Central Park em New York? Eu acho lindo de morrer,  o lugar onde fica uma das maiores fontes da cidade, a Bethesda. 
Também conhecida como "Anjo das Águas", foi o primeiro trabalho de arte pública encomendado a uma mulher. Neste caso, a artista Emma Stebbins, que desenhou a fonte em 1868, sendo inaugurada em 1873.

A gente vê um anjo de bronze de dois metros e meio de altura que carrega um lírio e com a outra mão abençoa a água. Tem um referência bíblica ao evangelho de João que fala de um anjo que abençoa a piscina de Bethesda, conferindo-lhe poderes de cura. 
Debaixo do anjo vemos 4 querubins que representam a pureza, a saúde, a temperança e a paz.

É legal chegar junto à fonte cruzando por debaixo das arcadas da Bethesda Terrace, criada em 1860, um desenho de Jacob Wrey Mould. Debaixo dos arcos costumam se apresentar músicos, já vi um concerto melhor que o outro.

A fonte se encontra mais ou menos no meio do parque na altura da rua 72.

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