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Hotel em Belfast: Ramada Encore Belfast City Centre
Reserva: fiz através de booking.com. Tinham uma oferta. Normalmente, Booking não cobra no momento da reserva, mas o pagamento se realiza no próprio hotel. A exceção das ofertas. Para realizar a reserva com booking, clique aqui.
Localização: para quem chega de carro é muito fácil, e não poderia estar em melhor lugar! Seguindo as indicações do Google Maps não tem erro. Depois de deixar o carro no estacionamento do hotel, cujo preço está incluído na diária, dá para ir andando a maioria dos atrativos. Ter estacionamento incluído na diária é uma mão na roda, principalmente nas cidades maiores como Dublin, Belfast, Cork, etc.
Indicações Google Maps, clique aqui.
Na hora “H”: check-in rapidíssimo, mapa na recepção, e alguns minutinhos já estávamos no quarto.
Quarto: ENORME! Minha claustrofobia agradeceu (risos). Limpo, tudo arrumado, ótima cama, sofazinho vermelho de couro, mesa para trabalho e Tv de plasma.
O banheiro era estiloso, nas paredes da ducha ao invés de azulejos, umas placas enormes de vidro que ampliavam a sensação de limpeza. Ducha forte e revigorante. Sabonete Dove tanto na pia como na ducha com dispensadores ecológicos. Do janelão via boa parte da cidade.
Internet e serviços: Wi-fi grátis só na recepção do hotel, nem tudo é perfeito! Por outro lado, mesmo sendo um hotel multinacional, ou seja, de cadeia, oferecia no quarto o tradicional chá e café.
Detalhes: algo que adorei, no quarto não era só proibido fumar. Ao que infringisse a regra, uma multinha lhe esperava: 100 librinhas, o que você acha??? Para mim perfeito, infelizmente o ser humano ainda precisa de “certas motivações” para cumprir algumas normas!
Preço: Paguei no momento da reserva 59,50 libras, que no meu cartão de crédito se converteram em 74,62€. Excelente relação custo x benefício, levando em consideração que estávamos em uma ilha considerada cara, e pagando em libras. O café-da-manhã não estava incluído no preço da diária.
Site: http://www.encorebelfast.co.uk/
Endereço: Saint Anne’s Square
20 Talbot Street
Belfast
BT1 2LD, United Kingdom
Telefone: 02890 261 800
Para ver outras opções de alojamento em Belfast, clique aqui.
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fotos: turomaquia_2010 y http://www.encorebelfast.co.uk
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A pé
Ao menos durante o dia, não tem nenhum perigo. Tire quantas fotos quiser, aliás você não será o único. Aqui fica o mapa do roteiro que realizei pelos murais.
Num estiloso, Black Cab (ou White!)
O motorista vai parando e explicando o significado de cada mural, e todos os episódios deste lado da cidade. Custa entre 10 e 12,50 libras por pessoa, caso estejam em duas pessoas. Para 3,4 ou 5 pessoas, o valor da hora fica em 8,50 libras/pessoa. Este preço pode variar um pouco entre os diversos táxis e companhias que oferecem o serviço. Algumas delas:
http://www.belfasttours.com/
http://www.taxitrax.com/
http://belfastblackcabtours.co.uk/
Para quem não tem muito tempo, um city-tour
Para poder descer e andar por todos os atrativos da cidade em um curto espaço de tempo, o jeito é pegar um city-tour. Há vários pela cidade, um deles é o Allen´s Tours. O bilhete custa 9 libras por pessoa, e pode ser utilizado durante 48 horas. Desça e suba quantas vezes desejar! Passa pelos seguintes pontos:
- Titanic Quarter birthplace of the famous luxury liner.
- Great Victoria Street, (europa hotel, jury’s hotel, day’s hotel, grand opera house, crown bar, europa bus centre)
- Murals across every quarter of the city, City hall, linen hall library, donegall place shopping precinct.
- Falls road (Republican murals, divis tower, peace line, Clonard monastry,St Peter’s cathedral)
- Shankill Road/Agnes Street, (Loyalist murals, Garden of rememberance, peace wall )
- Crumlin Road, (Crumlin road jail, court house, Mater hospital)
- Donegall Street, (St Anne’s cathedral, cathedral quarter, university of Ulster, Belfast Telegraph, Irish news)
- High Street, ( Albert clock, customs house square, Victoria centre, laganside bus station)
- Queen’s Road, (odyssey pavilion, w5, titanic quarter, harland & wolff cranes, ss nomadic)
- Waterfront Hall, (waterfront hall, St George’s market, law courts, central station)
- City Hall, (ten square hotel, city hall, commerical centre, bars & restaurants)
- Shaftesbury Square, ( Lavery’s gin palace, equality commission, bars & restaurants)
- University Road, (Queen’s university of Belfast, Ulster museum, Botanic gardens, stranmillis road)
- Stormount N.ireland’s Parliament
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fotos y video: turomaquia_2010
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Noite de sono maravilhosa. Ainda sem libras, fomos atrás de um lugar que aceitasse cartão de crédito para tomar o sonhado café-da-manhã. A fome apertando, sabe qual foi nossa alternativa? Nada de rir, exatamente a via de escape mais fácil, McDonalds. Uma boa surpresa, café-da-manhã típico com bacon e tudo, já estávamos viciados na tal parte do porco a esta altura da viagem.
Alimentados, saímos para a região oeste da cidade. Em direção a uma parte de sua história que beira a loucura. Queríamos ver a divisão da cidade entre protestantes e católicos e os famosos murais de cada “facção”.
Perigoso? Naaada. Tinha escutado rumores, mas eram ridículos. Ao menos durante o dia, a região é calma e normal, na medida do possível.
Cruzamos a Westlink, que é a continuação da estrada M1. Do lado direito (Townsend Street), paramos para observar. Tivemos aquela reação instintiva diante de algo violento e incompreensível. Por quê? Diante de nós tínhamos um muro enorme de 6 metros, parte de concreto e outra de arame. Neste ponto começava a paradoxal “Peace Line”. O muro não foi construído em linha reta, vai serpenteando pelo bairro.
Continuamos pela Divis Street. Para dar de cara com a Divis Tower. Um edifício de 20 andares que parece bem normal. Mas era daqui que as Forças de Segurança observavam as pessoas. Uma ação empreendida desde os anos 1970 até 2005! Neste edifício morreu a primeira das várias vítimas infantis dos conflitos. Um menino de 9 anos – Patrick Rooney.
Mais uns passos e aparecem os primeiros murais, este primeiro conjunto (Solidarity Wall) mostra as causas com as quais simpatizavam os republicanos: bascos, palestinos, etc.
Passando o Solidarity Wall, a Divis Street se transforma em Falls Road. Murais surgem a cada momento, alguns se veem bastante espontâneos. Passamos pelo Jardim da Memória, e vez ou outra por alguma parte do gigantesco muro. Até encontrar um homem sorridente. Bobby Sands, um dos principais líderes do IRA. Participou da greve de fome na prisão de Maze, durante a qual conseguiu ser eleito membro do Parlamento Britânico. Só que ele não resistiu à greve de fome, falecendo algumas semanas depois com 27 anos de idade.
Chegamos até o Royal Victoria Hospital, que foi o primeiro edifício do mundo a ser construído com ar-condicionado!!! A Falls Road ainda abrigava muitos e muitos murais republicanos, mas não tínhamos muito tempo, o dia estava só começando, ainda tínhamos estrada pela frente. Por isso, voltamos um pouquinho para subir a Springfield Road em direção à Lanark Way. Na Lanark, atravessamos o odioso muro, e mais do que isso uma das vinte barreiras que separam “as duas Belfast”. Atualmente, todas estão abertas durante o dia, mas algumas ainda são fechadas entre às 17:00 e 08:00 da manhã do dia seguinte. A sensação é estranhíssima, dá um aperto no estômago. Entramos na parte protestante, as bandeiras e os tipos de murais se alteram …
A Lanark Way termina na Shankill Road, pegamos a direita. Voltando em direção à Westlink. Muitas placas apontam os lugares onde bombas explodiram e o número de pessoas falecidas no ato. Como já disse, os murais são francamente diferentes, mas nem por isso menos violentos e tristes.
Melancólicos caminhamos em direção ao hotel para pegar o carro. Antes uma pausa para refletir, conversar e armazenar forças no Nero Café. Prá dizer a verdade, quase não trocamos palavras, apenas olhares. Era difícil sair ileso da experiência de ver materializada a irracionalidade humana!
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fotos: turomaquia_2010





























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