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Roteiro pelo centro de Gran Canaria
Saímos de Las Palmas e vamos em direção ao norte da ilha (pela carretera del Norte “GC-2”, e depois pela GC-21), nossa primeira parada será Los Giles. Um bairro de Las Palmas e mirante perfeito para entender o “desenho” da zona do porto da capital. Este istmo banhado pelo Atlântico, que de um lado alberga uma praia urbana de águas cristalinas, Las Canteras. Do outro lado, um dos grandes portos europeus. Que desde muitos anos fez de Las Palmas de Gran Canaria, uma grande cidade cosmopolita. Local que recebe e abraça “gentes” de diferentes lugares.

Dos Giles vamos em direção à cidade da padroeira da ilha, Teror. Lembro que levei meses em pronunciar o nome corretamente. Minha tendência era levar à pobre ao terror. Aliás palabra em nada relacionada com ese lugar onde se veem os mais bem conservados balcões de madeira da ilha.

Mas não pare aqui, voltaremos mais tarde
Vamos à Finca de Osorio pela Carretera General Teror-Arucas (GC-43). Para fazer um trekking. Quem não curte muita movimentação, don´t worry. O lugar satisfaz dos mais sedentários aos mais esportistas.

Dá para ficar só no planinho, admirando as árvores, montanhas, jardins ou pegar o caminho do pico atrás da casa e subir, e subir. Mas cuidado, fique atento, diz a lenda urbana, que por aqui no século 17 se encontravam às bruxas da ilha. Que era no lugar onde hoje se encontra o jardim da casa, que elas faziam seus conjuros e até orgias sexuais!




Para quem vai subir o pico, ou cruzar um dos caminhos de Osorio, leve algo para beber e comer. No local não se vende nada. Mas deixe um espacinho no estômago para provar uma comida típica canária. Para tanto, no caminho de volta, paramos em Teror, e vamos diretamente ao La Villa, um Café-restaurante. Um local sem cardápio, todas as opções do dia são oferecidas pela garçonete. Uma senhora com um humor invejável, e que gosta de uma piada.

No sábado, eu e o Tom estivemos por lá e provamos a ropa vieja, uma comida típica da ilha, um cozido a base de grão de bico, com carne de porco e frango + batatas. E um prato de tomates com queijo fresco e azeite de oliva da melhor qualidade. Tomamos uma coca cola (de garrafa de vidro, como todas deviam ser!) e uma clara (cerveja com refresco de limão). Gastamos 21€. Sentamos na mesas ao ar livre desfrutando do sol de final de inverno, e saímos felizes com o atendimento e a ótima comida.


De Teror para nosso ponto de origem, a capital da ilha: Las Palmas de Gran Canaria

Roteiro para meio dia, dependendo do tempo de caminhada na Finca Osório, que abre às 9:00 e fecha às 17:00 horas, diariamente. Para quem fizer o roteiro no domingo, pode enfrenetar filas na subida à Teror, porque é nesta cidade que nos finais de semana se realiza um dos mercados de rua mais famosos da ilha.
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fotos: turomaquia_2012
5 viagens românticas :)
A Mirella do Mikix lançou hoje de manhã uma blogagem coletiva intitulada “As 5 Viagens mais Românticas que já fizemos!”. Como falar de qualquer tipo de amor é sempre uma alegria, embarquei na idéia.
Como romance demanda tempo, minhas viagens com mais amor no ar acabaram sendo aquelas que estive “navegando” na minha ilha. Enquanto escolhia as fotos para ilustrar estas aventuras, sonava Elis. Melhor inspiração não há. E como todo expatriado que se preza é uma mistura do criolo doido. Ao escutar ela murmurando: “quando caminho ao seu lado, me deixas louca”, lembrei de outro grande. Daquele que diz que tudo vale a pena. Pensei que seria um final perfeito para esta crônica. Dando este tom melancólico, que só a terra do fado pode proporcionar.
Aperta o play e viaja comigo ![]()
A primeira viagem com o Tom. Uma casinha rural em Fataga. Na volta passamos por Tejeda. Toda a cidade estava branquinha, com as flores das amêndoas. Fazia frio. Quer coisa + romântica que este tempo que convida para o abraço?

No sul da ilha, meu lugar favorito – Maspalomas. Com suas dunas, hotéis cheios de mimos e um passeio marítimo perfeito para uma caminhada noturna de braço dado. Como suar não é um conceito romântico (risos), o melhor deste lugar é sua brisa constante e uma noite (quase) sempre fresquinha.



Para passar um fim de semana perfeito: Parador de Tejeda. Não esquece de pedir um quarto entre o 202 e 208. Escancarado na tua frente todos os símbolos mais emblemáticos de Gran Canaria e Tenerife. Quarto cheiroso, móveis de madeira, banheiro enorme e um restaurante para dar um up-grade em qualquer relacionamento.


No lado oposto, Agaete. Praias de areia negra, mar de tons azuis-esverdeados. Para um amor mais praiero e debochado. O luxo aqui é o tempo, que parece se arrastar. Lugar para desestressar, perfeito para encontros pós-discussões. Quem pode continuar ranzinza olhando o mar e comendo um peixinho frito acabado de pescar?


Para amores que precisam de uma aventura. Ou quem sabe para aqueles amores cansados, que necessitam uma outra perspectiva da vida. Meu trekking favorito – Roque Nublo. Ver esta pedra cuspida pelo vulcão que resistiu a tudo e ficou ali anclada, é a metáfora perfeita também para os amores que nasceram fadados ao fracasso e apesar de tudo, continuam rindo e chorando juntinhos!


Meu hamburguer favorito, espera aí, este post não era de viagens românticas, calma! Acontece que o lugar + legal para comer o dito ficava a + de 50 km da minha casa. O Tom sem esbravejar, dirigiu várias vezes até lá com um sorriso. Diz aí minha gente, não é para ficar LOUCA!!!

Caminho a Teu Lado Mudo (Fernando Pessoa)
Caminho a teu lado mudo
Sentes-me, vês-me alheado…
Perguntas: Sim… Não… Não sei…
Tenho saudades de tudo…
Até, porque está passado,
Do próprio mal que passei.
Sim, hoje é um dia feliz.
Será, não será, por certo
Num princípio não sei que
Há um sentido que me diz
Que isto — o céu longe e nós perto
É só a sombra do que é…
E lembro-me em meia-amargura
Do passado, do distante,
E tudo me é solidão…
Que fui nessa morte escura?
Quem sou neste morto instante?
Não perguntes… Tudo é vão.
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Estrada de Cine: a TF-24 em Tenerife te leva para além das nuvens
A chegada em Santa Cruz de Tenerife muitas vezes reserva um tempinho mais prá feio, que prá bonito. O que não deve desanimar quem vai pegar a TF-24 a caminho do ponto mais alto da Espanha, o Teide. Este era nosso destino, e chegar à ele significava adentrar numa verdadeira Estrada de Cine.

Subimos em direção à La Laguna. Terra onde nasceu o nosso (ou deles?!) José de Ancheita. De lá pegamos a TF-24. Quem enjoa, só com olhar curvas, tem 3 possibilidades: dirigir, ir ao lado do motorista com a janela aberta ou tomar uma bio-dramina (o dramin espanhol).

Quando nos metemos no meio dos bosques canários, a temperatura começa a baixar. Pouco podemos ver no primeiro mirante. A neblina é densa. Sente-se frio, e após uma curva aparece do nada um céu azul royal que chega a cegar o condutor. E sem pré-aviso, o soberano, a que muitos canários chamam de – “O Pai Teide”.

O espetáculo é grandioso. Estamos por cima das nuvens. O vulcão (ainda ativo) parece não pesar nada. A sesação é que o gigante eclode das nuvens. Ninguém abre a boca no carro. Aliás, no seguinte mirante descemos, é necessário pisar terra firme para se percatar que aquilo é real. Como dizia, o narrador esportivo já falecido, realmente a vida pode ser maravilhosa.


O mar de nuvens nos faz esquecer que estamos a muitas centenas de metros do nível do mar. Diria aproximadamente a uns 1.800 metros. Ao entrar no parque nacional mais visitado de toda Espanha, a TF-24 se une com a TF-21.



Em poucos minutos estamos num mar de lavas. Muitas vezes mais altas que o carro. Tudo é negro ou marrom muito escuro. A paisagem é tão surreal que foi utilizada como cenário do remake de “Duelo de Titãs”. A TF-21 segue viagem e quase no limite do parque, cruza com a TF-38. Para seguir desfrutando de uma estrada de cine, é esta nova “carretera” que devemos seguir. Mas este novo caminho, é estória para outro conto ![]()

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