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Fantasma da Ópera – a arte pode te levar às alturas

Era a primeira vez que eu asistia a um musical. Aquela viagem que começou meio estranha estava se encaminhando a ser espetacular. Nem esperava estar em New York naquele março de 1999. Um golpe de sorte na rede me levou aos Estados Unidos e depois à Alemanha. Entrei em um leilão de passagens da Lufthansa. Eram lotes com roteiros pré-definidos e com preços iniciais de lance. Primeiro tentei os bilhetes para a China, não rolou. E meio no susto cai no leilão de um lote Sampa-New York-Frankfurt-Sampa. Começam os lances. Do nada aparece na tela: Você conseguiu os bilhetes, era tudo tão rápido que tardei meus segundos para entender o que estava passando. Por R$ 1.080,00 tinha dois bilhetes!

Ficamos 4 dias em New York e seis na Alemanha. No segundo dia na “Big Apple” fomos ao “Fantasma da Ópera”, era salgadinho de preço – U$ 75,00. O teatro era antigo e as cadeiras eram pequenas, pensadas para outros tempos e outros “tamanhos de gente”. Esta relativa sensação de incomodidade passou quando soou os primeiros acordes da abertura …

(…)

O segundo ato começa, e soa “Masquerade”. Aquela escadaria, aquelas roupas de baile. O coro, a melodia, mordo os lábios, estou ofegante, quanta genialidade nesta música e letra. Já está, esta é minha canção favorita de todo musical. O que não é uma escolha fácil, as canções são incríveis. E os cenários, a angústia daquele homem nos porões do teatro, tudo me pareceu espetacular. Ao levantar daquele assento, nem sequer me lembro que era pequeno e apertado. Só consigo pensar: “Agora sou uma viciada em musicais”. Mas não era nada disso, aquele musical em plena Broadway apenas reacendeu uma antiga paixão. Naquele instante veem à minha mente os filmes da “Sessão da Tarde”, Elvis Presley, “Sete Noivas para Sete Irmãos”, “Cantando na Chuva”, “West Side Story”, “Grease” e até de certo modo, “Marcelino, pão e vinho”. Obrigado fantasminha por me recordar deste amor adormecido!

Da série: Dez lugares ou objetos para te emocionar em 2010 – O que mais o Turomaquia recomenda para 2010? Leia aqui.

video: http://www.youtube.com/user/carolynroxsox

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Masquerade

Imigrando ao Canadá

Muito obrigada pelos comentários positivos sobre meu trabalho! Estarei sempre colocando fotos novas no site e espero mais visitas!!!

Bom, como eu comentei no meu texto anterior, vou explicar um pouco como foi o processo de imigração para vir morar aqui em Quebec.


Onde eu moro

Na verdade nunca tinha pensado no Canadá como um destino para morar, mas no meu ultimo ano de faculdade já estava decidida que queria morar fora, só não sabia direito o que fazer.

Uma amigona do trabalho comentou comigo que ela e o marido iam começar um curso de francês e que iam tentar imigrar para o Quebec. Quando ela me explicou tudo que tinha que fazer, pensei..nossa…é muita coisa.

Primeiro, aprender francês para poder fazer a entrevista com o governo do Quebec, passar por umas quatro etapas preenchendo vários documentos (e claro, pagando varias taxas), passar por exames médicos, tudo isso com duração de mais ou menos um ano e meio.

Resolvi assistir uma palestra sobre o assunto, e foi quando descobri que realmente era o plano perfeito, era tudo que eu estava procurando. Morar em um pais onde você é recebido de braços abertos, onde você é capaz de viver e trabalhar como um cidadão canadense, onde você é respeitado não importando sua cor e sua origem. Claro que tinha muito ainda pela frente, mas tinha este sonho e decidi que ia torná-lo realidade.

Comecei me matriculando na escola de francês – “Centre Quebec”, em Curitiba, com um foco para as pessoas que querem imigrar. Depois de dois meses de curso, resolvi enviar meus documentos para marcar a entrevista com o governo. Até então na havia nenhum caso de reprovação na entrevista. Pelo menos até chegar a minha vez. Simplesmente o “monsieur” me disse que para a minha formação em turismo, o meu francês ainda não era bom o suficiente para ir, mas que ele me daria uma segunda chance. Eu tinha um ano para apresentar para ele um diploma com o equivalente a 300 horas de francês. Meu Deus…isso era MUITO! Ainda mais para alguém que estava com pressa! Já estava formada, precisava fazer alguma coisa rápido com a minha vida. Mas não adianta, as coisas realmente acontecem na hora que elas tem que acontecer. Hoje entendo isso porque sinto que vim para cá muito mais preparada e muito mais segura com o meu francês.

Mas naquele dia fiquei arrasada, me senti um fracasso, parecia que todos os meus planos tinham ido por água abaixo. Mas…não desisti. Me dediquei 100% ao francês, fiz algumas imersões, fiz
realmente tudo que podia, e depois de 4 meses resolvi fazer um teste na Aliança Francesa só para ver mais ou menos em que nível eu estava, mas achava que ainda tinha muito pela frente. Resultado: acabei conseguindo a equivalência de 300 horas, e foi ai que eu vi que era mesmo pra valer, que meu sonho estava cada vez mais perto de se tornar realidade!

Enviei o comprovante das 300 horas para o governo e um mês depois estava com o meu Certificado de Seleção de Quebec. A partir daí, era só mandar mais uns documentos, pagar umas taxas, fazer os exames médicos, e aguardar o visto.


Com minha amiga Iris (que mora em Montreal e veio me visitar) na frente da Estação de ônibus no Vieux Quebec

Dois anos depois dos primeiros documentos enviados, estava com o meu visto canadense nas mãos. É muito engraçado porque o processo todo envolve tanto a gente, que parece algo muito distante. Quando chega o dia de marcar a passagem você quase não acredita.


No Vieux Quebec

Dia 6 de abril fez 8 meses que estou morando aqui. Apesar da saudade (muuuita saudade) da família, dos amigos, e do frio quase insuportável que faz aqui no inverno, estou muito feliz. Estou vivendo em um lugar onde conquistando minha independência e aprendendo muitas coisas diariamente. E mesmo que um dia eu volte a morar no Brasil, tudo isso estará comigo prá sempre.


Olha quanta neve!

Para quem tem interesse em saber mais sobre o processo de imigração, é só entrar no site:

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Quebec por Betina Abrão

Temos uma nova correspondente no Canadá. É a Betina Abrão, turismóloga e fotógrafa. Neste primeiro post ela nos leva de visita à Quebec. Além de encher nossos olhos com suas fotos deliciosas, ela também nos contará em suas outras reportagens sobre sua vida de expatriada por aquelas bandas … Com a palavra, Betina Abrão…

Quebec é a capital da Província de Quebec, no Canadá, e para quem ainda não conhece, tenho só coisas maravilhosas para contar dessa cidade que foi o lugar que escolhi para morar faz 7 meses e que ainda pretendo ficar por muito tempo!


Bandeira de Quebec

Para começar vou falar um pouco dos principais pontos turísticos da cidade, mas com o tempo vou contando mais sobre minha experiência de vida aqui, das pessoas, dos detalhes do dia a dia dessa cidade fria (muuuuito fria no inverno), mas encantadora!

A parte antiga da cidade, chamada de “Vieux Quebec” foi declarada nos anos 80 patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. É lá que podemos encontrar parte das muralhas que foram construídas no século 17 e que foram parcialmente destruídas pelos britânicos na Guerra Franco-Indigena. A parte antiga da cidade está divida entre cidade alta e cidade baixa por uma colina, mas conectadas por escadas e por um elevador.


Place D’Youville, situada no Vieux Quebec

A cidade é uma mistura de modernidade e de muita historia. Apesar das temperaturas baixas, os moradores não são nem um pouco frios, muito pelo contrário. As pessoas são muito acolhedoras, simpáticas e gostam da idéia da cidade e da província de Quebec em geral estar aberta aos imigrantes. Para eles, é uma troca de experiências e de culturas, e isso com certeza faz muito bem para quem vem morar aqui!


A feuille d’erable, folha tipica do Canadá

Ao falar dos pontos turísticos da cidade, não posso deixar de mencionar o principal deles, o Château Frontenac, inaugurado em 1893. O castelo abrigava a antiga sede de governo de Quebec, mas logo depois se tornou um luxuoso hotel com um total de 650 quartos. É considerado um dos pontos turísticos mais fotografado do Canadá (quando vou passear por lá tenho que me segurar para não tirar mais fotos, porque é simplesmente
maravilhoso)!

Temos ainda o Morro do Parlamento, onde esta localizada a Assembléia Nacional de Quebec, a avenida “Grande-Allée”, repleta de bons restaurantes e lojas, muitos parques, igrejas, e para ser bem sincera, a cidade em geral já é um grande ponto turístico! A parte antiga da cidade é repleta de ruazinhas muito charmosas, exclusivas para pedestres.

Uma das coisas que mais me encantou nessa cidade, principalmente agora que passei pelo inverno, é que as pessoas aqui tem orgulho do lugar onde vivem e não deixam de aproveitá-lo por causa da baixa temperatura. A cidade tem muitos festivais, eventos ao ar livre, mesmo no inverno, e todos saem na rua (muito bem vestidos) e aproveitam, sem se preocupar muito com o frio!

Uma das atividades durante o inverno é conhecer o Hotel de Gelo, que fica a uns 20 minutos da cidade, onde simplesmente tudo é feito de gelo (inclusive as camas, cadeiras e copos)!! Algo realmente inacreditável!

Vale a pena conhecer, não tem como não se apaixonar por essa cidade!!!

Quer ver mais fotos da Betina Abrão, e acompanhar seu trabalho, visite seu site – http://www.flickr.com/bequebec

Leia também a reportagem da nossa correspondente Malu Torres Poli:
Lençois Maranhenses

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Pontos turísticos Quebec
Canadá
Betina Abrão

Fotos: Betina Abrão
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