Posts da categoria: ‘Machu Picchu’
Roteiro Trilha de Salkantay – Destino: Machu Picchu (Parte 2)
15/09/11
Fomos acordados as 5:30 em nossas barracas com chá de coca para evitar os problemas com o mal da altitude e tínhamos até às 6 para arrumar as coisas e ir tomar café. O café era bem simples: café com leite, chás, pão com manteiga e geléia. Às 7 horas começamos subir, neste dia chegamos a 4600 metros. Acordei inspirada e acabei fazendo toda a subida sozinha, num ritmo próprio.


Foi emocionante quando cheguei em aproximadamente 4400 m e comecei a sentir os primeiros flocos de neve, algo totalmente novo já que eu nunca tinha visto nevar em nenhum dos lugares em que já passei nessa minha vida! Após aproximadamente 2:30 horas de caminhada subindo cheguei em 4600 m do Monte Salkantay, onde nevava muito e lá encontrei a Mar, espanhola que tinha subido a cavalo (existe essa opção pra quem acha que não aguenta subir até lá) e fizemos a descida juntas até o local do nosso almoço. O cardápio do almoço foi creme de milho e spaguetti com molho de carne.


Após o almoço voltamos para mais 4 horas de descida até o nosso acampamento em Colpapampa. Durante umas 2 horas choveu muito e a trilha que tinha muitas pedras acabou virando praticamente um rio, mas eu, Elza e Renata descemos bem tranquilamente até porque eu já tinha alguma dorzinha no meu joelho…e o mais louco é que depois o tempo virou de novo e saiu um sol lindíssimo que nos acompanhou até o nosso acampamento.


Essa noite foi menos fria, por isso as barracas já ficavam ao ar livre. Nossa janta teve creme de cebola, salada russa (batata frita, beterraba, cenoura e vagem), arroz e abóbora.
Primeira Parte do Roteiro Trilha de Slakantay – Destino: Machu Picchu
Para ler todos os posts do Peru publicados no Turomaquia, clique aqui.
fotos: Malu Poli, Elza Cunha e Renata Rosa
Roteiro Trilha de Salkantay – Destino: Machu Picchu (Parte 1)
Nossa correspondente Malu Poli voltou na semana passada de uma aventura pelo Peru. Avaliação final da viagem: fantástica, mas o momento emocionante: a trilha de Salkantay. Uma trilha pouco falada e que em 4 dias te leva ao ladinho da cidade perdida dos incas. para saber tudo, tim-tim-por-tim-tim esta semana é só seguir a MALU!
14/09/11
Acordei as 04 da manhã, pois o pessoal da agência passaria me pegar as 04:30, no entanto, eles se adiantaram e passaram as 04:15 já que acabei sendo a primeira. Na van conheci o meu grupo que era formado por 5 brasileiros (eu, Elza, Filipi, Renata e Rodrigo), 2 espanhóis (Luís e Mar) e 2 suíços (Benjamin e Silvio). Fomos levados de van numa viagem de 3 horas até um povoado chamado Mollepata onde tomamos café e começamos a caminhar as 08:15.

Caminhamos durante 4 horas até o local do almoço, que foi muito bom. Tinha creme de champignon, lomo saltado (carne de boi picada com batata frita, arroz e tomate) e suco de laranja.

Após o descanso de 1 hora, 1 hora e meia seguimos para mais 4 horas de caminhada até o nosso acampamento em Soraypampa aos pés do Monte Humantay. A primeira noite é a mais fria de todas, por isso as barracas são montadas dentro de um abrigo como se vê na foto.



De noite antes da janta tivemos um “happy hour” com pipoca, bolachinhas, café e chás. Nossa janta teve de entrada creme de champignon e prato principal uma coxa de frango cozida com cenoura e batata + arroz branco. Ah, preciso comentar que como estávamos num lugar sem energia elétrica esse lugar tinha o céu mais lindo e estrelado que já vi em toda a minha vida, as montanhas Humantay e Salkantay estavam iluminadas pela lua o que deixou a noite ainda mais agradável.


Amanhã, o segundo dia da trilha em direção a Machu Picchu.
Para ler tudo que já publicamos sobre o Peru, clique aqui.
texto e argumento: Malu Poli
fotos: Malu Poli, Renata Rosa e Elza Cunha
Machu Picchu – primeiras impressões
Estava em Aguas Calientes, a cidade base para explorar um dos sítios arqueológicos mais desejados do mundo. Poucos são os viajantes que não querem estar ao menos uma vez na vida diante da “Cidade Perdida dos Incas”.
Para os mais românticos e puristas chegar a Aguas Calientes deve ser um banho de águas frias. Claramente tudo por ali cresceu sem nenhuma ordem pré-estabelecida. Hotéis meio por terminar, restaurantes para todos os lados, mas o que poderia ser horroroso ganha seu encanto com o violento rio Urubamba. O rio corta a cidade em duas. Em março, época de chuvas, e portanto de rio a transbordar, seu ruído era estremecedor. Mas sua presença revelava que por estas bandas a natureza era tudo, menos dócil!

Foi esta natureza, o primeiro que me surpreendeu. Um ônibus faz o percurso Aguas Calientes – Machu Picchu. São mais ou menos 20 minutos de subida em meio a umas montanhas exageradamente verdes. Quase não se vê a “pele” da montanha. São árvores e mata espessa. Primeira constatação: estamos na selva.
A subida cria ainda mais expectativa, e olha que isso é bem difícil. Inevitável pensar e repensar as razões de construir uma cidade naquelas bandas. E o mais intrigante, como?! Se hoje ainda é complicado chegar lá, imagina a 500 anos?!

O ônibus para exatamente na entrada de Machu. Fazer fila para passar. Naquele horário de chegada do trem, leva-se até 15 minutos para entrar. Melhor assim, tenho tempo de preparar-me para, por fim estar frente a frente com esta “senhora”. Passado o momento entrada + passaporte. Olho à direita e lá estão aquelas tremendas montanhas verdes. Estou caminhando em uma delas, e no meio destes pensamentos desconexos tenho minha primeira visão da “cidadela”. Um pouco de chuva e neblina era o que faltava para me sentir totalmente Indiana. O guia fala, fala e fala. Claro que escuto, tudo é muito interessante, mas devo admitir que não consigo me concentrar. Por fim cheguei, por fim estou aos pés de MACHU PICCHU.





Nos próximos posts, toda a informação prática para desfrutar, chegar e visitar Machu Picchu. Este post é uma homenagem ao aniversário de 100 anos de re-descobrimento da cidadela por Hiram Bingham, que aconteceu em 24 de julho de 1911!
Posts relacionados:
Bar na crista da onda em Lima – Huaringas bar
Onde fazer compras em Lima – Larcomar
O que você não pode perder em Lima – “La puesta del sol en el Pacifico”
O que fazer em Lima? – uma experiencia num city-tour
Parque do Amor – entre um beijo apaixonado e o Pacífico
Pisco sour: um clásico peruano
Dez razões para iniciar tua viagem ao Peru, visitando o Museu Larco (Lima)
Como chegar e sair do Aeroporto de Lima

Últimos Comentários